Movimento Hip Hop ganha força na RMC

Por Paula Fonseca

O Movimento Hip Hop completa hoje (12/11), 40 anos de existência. A região de Campinas está ganhando destaque no meio dele e pela primeira vez está promovendo a “Semana do Hip Hop”, que após uma alteração na legislação deverá ser realizada todos os anos durante a semana do dia 12 de novembro, dia mundial do hip hop. Além de Campinas, a cidade de Americana também adotou essa mudança e incluiu no seu calendário oficial a data.

Atualmente Campinas traça um plano cultural com o movimento Hip Hop que busca dar mais espaço e mais diálogo, para que este possa se expressar. Para isso foi criado em 2004 o Conselho Municipal de Hip Hop, que é formado por 28 conselheiros, entre eles a maioria do movimento Hip Hop e também alguns dos órgãos da prefeitura. Este é o único conselho de Hip Hop do país e nasceu com intuito de proteger e reivindicar os direitos deste movimento que é tão forte na região.

O secretário de cultura Ney Carrasco reforça a importância da comunicação com esses grupos para o desenvolvimento social e também para a harmonia entre o poder público e as exigências e necessidades da periferia. Para ele, o movimento Hip Hop faz essa ponte do diálogo entre os órgãos e a população já há um bom tempo. Ouça no trecho abaixo:

Em Campinas houve uma produção cultural de Hip Hop muito forte durante a década de 90 com diversos grupos de rap, como Sistema Negro, Face da Morte, Realidade Cruel, A família e o grupo Inquérito. Destes, hoje apenas três grupos permanecem ativos. O rapper Renan do grupo Inquérito enfatiza a importância da região como um polo de produção desta época. Veja no vídeo abaixo:

Mesmo tendo a Casa do Hip Hop, os conselheiros Jords e Ciro, garantem que para que o trabalho com os órgãos públicos não sejam interrompidos era necessário que houvesse o Conselho Municipal de Hip Hop, não por necessidade de ajuda ao movimento e sim por garantia de direitos.  “A questão não é precisar [dos órgãos governamentais], a questão é, quanto movimento organizado como o Hip Hop é, a gente não precisa da ajuda, a gente tem que cobrar a obrigação do poder público de enquanto movimento organizado da sociedade civil ele tem obrigação de comparecer, de fortalecer, apoiar. É a obrigação do poder público […] e a gente tem obrigação de cobrar” comenta Ciro.

Por ser o primeiro no Brasil, este não tem um modelo para seguir, entretanto se baseia na organização de outros conselhos da cidade e garante que além da cobrança pelo direito deste movimento de se expressar e ser apoiado como um movimento cultural, o conselho existe para efetivar mudanças que antes dependeriam dos órgãos públicos e que muitas vezes desconhecem a importância dessas mudanças para a população da periferia, que é onde está o movimento Hip Hop.

Na Casa do Hip Hop de Campinas é possível fazer aulas, participar de palestras e outros eventos. (Crédito: Paula Fonseca)
Na Casa do Hip Hop de Campinas é possível fazer aulas, participar de palestras e outros eventos. (Crédito: Paula Fonseca)

 

Editado por Isabella Vicentin

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