Jovens engajados politicamente agitam eleições

Por Anderson Epifanio e Tiago Soares

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Dilma recebe apoio da Juventude Socialista durante Congresso (Crédito: Coletivizando)

simbolo_do_congresso_nacionalUm ano e três meses depois das manifestações que tomaram as ruas das principais cidades do país, quando milhares de pessoas pediam melhores serviços públicos e gritavam palavras de ordem contra o aumento das tarifas nos transportes coletivos, agora são as redes sociais que se tornaram palco para fomentar o debate em torno da política.

O 2º turno das eleições presidenciais serviu para polarizar ainda mais este debate. Os eleitores mais jovens aumentaram seus ânimos e continuaram o embate nas redes sociais em defesa ou da presidenta e candidata eleita Dilma Roussef (PT) ou de seu adversário, o candidato derrotado Aécio Neves (PSDB).

“Acredito na juventude participando direta e indiretamente no mundo da política e ela pode vir na forma ativa ou por omissão, o que por si só também denota uma posição política” afirma o historiador Vinicius Ghizini, formado pela Universidade de São Paulo (USP) e mestrando em História Social pela Unicamp.

(Créditos: Foto/divulgação)
O candidato do Partido Social Democrático Brasileiro (PSDB) Aécio Neves recebe apoio de jovens durante campanha. (Créditos: Rádio Bis)

Para o historiador esta foi uma eleição em que dois projetos muito claros foram colocados para a sociedade, mas que “Infelizmente a imprensa monopolista e conservadora, da região sul e sudeste do país, não se interessaram em esclarecer, provocando um acirramento ainda maior entre o eleitorado”.

A estudante do curso de  Letras da PUC-Campinas Mirian Heloise, 21, que votou pela primeira vez, aposta na Universidade como um espaço de discussão.

Mirian Heloise participa ativamente de debates e palestras promovidos na Universidade (Crédito: Anderson Epifanio)
Mirian Heloise participa ativamente de debates e palestras promovidos na Universidade                           (Crédito: Anderson Epifanio)

”Desde que entrei na Universidade participo do universo político, seja assistindo a debates entre os candidatos ou frequentando palestras.Para mim, viver é um ato político e o jovem deve ter a consciência de se informar para se posicionar”, completa.

Segundo dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) responsável direto pela administração do processo eleitoral, mais de 23 milhões de jovens entre 16 e 24 anos estavam aptos a votarem nas eleições presidenciais deste ano, quase um milhão a menos que o número de jovens registrado no pleito anterior, ocorrido em 2010.

Para o cientista político da Unicamp, João Quartim de Moraes, a diminuição no número de jovens eleitores habilitados a votar “reflete um sentimento geral da população, que desacreditada na política, deixaram de ir as urnas nestas eleições”. O número de abstenção, brancos e nulos chegaram a 29% no 2º turno.

De acordo com o cientista, o engajamento dos jovens se deu mais nas redes sociais, sobretudo no facebook, mas pouco contribuiu com o debate, resvalando em acusações e boatarias” analisa.

Editado por Verônica Miranda

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