Ler por prazer torna pessoa mais feliz, revela estudo

Por Victor Hugo Buzatto

Pessoas que têm o hábito de ler por prazer mostraram-se mais predispostas a ficarem satisfeitas com suas vidas, revelou pesquisa realizada pelo Centro de Pesquisa de Leitura, Literatura e Sociedade da Universidade de Liverpool, no Reino Unido. O estudo foi realizado com mais de 2 mil pessoas e buscou descobrir os benefícios sociais e psicológicos de adultos que gostam de leitura.

A psicóloga Daniela Borges César explica que a relação pode estar na motivação do indivíduo, e o prazer sentido em cada leitura proporciona um estímulo à necessidade de ler sempre mais. “Um indivíduo motivado e que busca informações através da leitura demonstra, em muitas ocasiões, maior assertividade, podendo assim se destacar também por ser mais alegre, seguro e confiante”, afirma a psicóloga.

A importância do ato de ler deve ser estimulada desde os primeiros anos da criança, e o primeiro passo é tornar os livros mais atraentes. A psicóloga expõe que deve ser inserido a leitura na rotina da criança antes mesmo delas aprenderem a ler. “Antes que completem um ano de idade, os pais ou educadores já devem contar histórias, mostrar livros coloridos e fazer brincadeiras lúdicas para despertar a curiosidade e imaginação da criança. Desta forma, ela, aos poucos, irá buscar sozinha o que mais lhe agrade. Com adolescentes que não tiveram essa prática na infância também é possível despertar o interesse pela leitura, aproveitando a maior maturidade do indivíduo, utilizando a internet, por exemplo, é possível mostrar que existem livros completos e muitos outros atrativos”, explica a psicóloga que também destaca a leitura como instrumento de compreensão do mundo, estímulo ao pensamento reflexivo e desenvolvimento de uma leitura mais dinâmica e habilidades de escrita com coesão e coerência.

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Leitores

A estudante Bruna Maria Teixeira, 22, é uma ‘viciada’ em livros desde a infância. Começou com gibis. “Meu pai era amigo de um dono de banca que sempre me deixava ler todos os gibis, mesmo que eu só comprasse um, e meus pais se irritavam muito porque eu ‘devorava’ eles enquanto caminhava de volta”. A estudante afirma que a leitura traz empatia ao leitor pelo fato de se relacionar diretamente com as personagens e experiências vividas por eles, além de desenvolver alteridade, colocando quem lê na história a partir de pontos de vista diferentes.

A designer gráfica Laura Pasquini, 24, diz que a leitura faz parte da sua vida. “Um bom livro sempre me inspira de alguma forma, com aquele personagem que me dá vontade de ser uma pessoa melhor; ou aquele outro que me lembra em ter fé na humanidade; ou ainda aquele que me faz querer socar o autor”.

Importância dos pais

A empresária Ângela Iuga, 42, é mãe do Pedro Paulo Iuga, 9, e sempre incentivou o filho a ler, mesmo antes dele aprender.

Edição: Giovanna Favaretto

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