Greve dos bancários atinge 283 postos de trabalho na região

Por Débora Lopes

Plenário realizado pelo Sindicato dos Bancários de Campinas e Região na noite desta segunda-feira, 19/10/2015. Foto: Débora Lopes
Plenário realizado pelo Sindicato dos Bancários de Campinas e Região na noite desta segunda-feira, 19/10/2015. Foto: Débora Lopes

Nesta segunda-feira, 19/10/2015, os bancários da região de Campinas realizaram o terceiro plenário para discutir a situação atual de sua greve, que começou no último dia 06/10/2015. No balanço de hoje, o Sindicato dos Bancários de Campinas e Região revelou que, em 14 dias, a greve já paralisa 283 postos de trabalho.

De acordo com o Sindicato, o número equivale a quase o dobro do número inicial de postos em standby e a previsão é de que esse número aumente ainda mais, já que a proposta de aumento colocada pela Federação Nacional de Bancos (Fenaban) não chega nem perto da reivindicação dos militantes: o sindicato quer 16% de aumento salarial, enquanto a Frebraban propõem um aumento de 5,5% – proposta que não cobre sequer a inflação atual. “Temos uma avaliação positiva sobre a greve e vamos continuar lutando pelo fechamento de mais postos de trabalho até que uma proposta digna seja feita”, afirma o vice-presidente do Sindicato, Mauri Sérgio Martins de Sousa.

Bancos em greve em Americana também. Foto: Sindicato dos Bancários de Campinas e Região
Bancos em greve em Americana também. Foto: Sindicato dos Bancários de Campinas e Região

Segundo o executivo, os bancos brasileiros, apenas no primeiro semestre de 2015, lucraram, em média, 25% a mais do que o semestre anterior. “Numa perspectiva em que o país decresce 3% neste ano, os banqueiros crescerão quase 30%”, explica. “Então, existe uma disparidade entre o Brasil real – de indústria, do comércio e de serviços, por exemplo -, que realmente passa por dificuldade,  e o sistema financeiro. Para esse, é céu de brigadeiro”, complementa. Ainda de acordo com Sousa, somente as tarifas de serviços dos bancos cresceram 169% nos últimos três anos.

Luciana Correa, bancária há cerca de 24 anos e adepta da greve, ressalta que todos são livres para o protesto e que, mais do aumento de salário, a classe reivindica melhores condições de trabalho. “É uma pressão psicológica enorme no que se refere ao cumprimento de metas mensais. Isso abala profundamente o trabalhador”, afirma.

A Fenaban foi procurada pela reportagem, mas sem retorno. Contudo, em nota oficial, a entidade avalia que a negociação das cláusulas não econômicas, ainda em curso, vem se desenvolvendo de maneira positiva. Na noite de hoje, a Federação convocou uma nova rodada de negociações, que será realizada às 16h00, em São Paulo.

Editado por Maria Clara Lourençon

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