Internet das Coisas torna as casas inteligentes facilitando a rotina dos moradores

Por Samuel Garbuio

Os dispositivos inteligentes que se conectam à internet e se comunicam entre si são cada dia mais comuns na vida das pessoas, auxiliando cada vez mais em tarefas diárias, proporcionando comodidade, conforto, segurança, economia, entre outras coisas. Tudo isso é possível graças a Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês), que ao tornar os aparelhos mais inteligentes cria ambientes modernos e futuristas, facilitando a rotina dentro de casa.

Lâmpadas inteligentes com controle de cor, intensidade e brilho por meio do celular
Lâmpadas inteligentes com controle de cores e intensidade por meio do celular. Foto: www.cnet.com

Criação de cenários junto com a iluminação, personalização de ambientes, ou mesmo máquina de lavar, cafeteira e aspirador de pó que trabalham em dias e horários programados. Esses são apenas alguns dos itens que fazem parte de um mercado com muito potencial para continuar a crescer e a ser explorado, atendendo diferentes gostos, exigências e necessidades. De acordo com matéria realizada pela Folha de S.Paulo, a empresa Gartner estima que 4,9 bilhões desses aparelhos inteligentes estarão em uso em 2015, um aumento de 30% em relação a 2014. Esse número chegará a 25 bilhões até 2020.

Para o empresário Alinson Pereira, sócio proprietário de uma empresa que trabalha com esse conceito de casa inteligente, projetando, vendendo e instalando sistemas de automação, os clientes que procuram por esses produtos estão em busca principalmente de economia. “Economia de energia elétrica, 30% de economia em média na iluminação; economia de fios elétricos durante a obra, trocando a instalação comum pela automação é possível obter 70% de economia; além disso você chega a quadruplicar a vida útil das lâmpadas, porque na hora que você aciona o sistema a energia é liberada gradativamente para as lâmpadas”, afirma.

Casas inteligentes já são uma realidade graças a Internet das Coisas. Crédito: Samuel Garbuio

Há três anos Eliel Faber adquiriu lâmpadas inteligentes que funcionam na sala e no quarto, motivado por um gosto pessoal. “Tenho um gosto por coisas de tecnologia. Na época comprei porque o interruptor de apagar a lâmpada do quarto ficava em outro cômodo. Com o dispositivo inteligente eu poderia apagar pelo celular”, diz. Eliel explica que há um Hub (aparelho que possibilita a conexão de computadores em redes) instalado no roteador e ele liga as lâmpadas ao WiFi da casa, o que permite que o celular ou outros dispositivos controlem a cor e a intensidade de cada lâmpada.

Além disso, segundo ele “é possível agendar o ligamento automático baseado na localizaçao do dispositivo e também horário. Estando ligadas, é possível controlar as lâmpadas através de um site na internet”. Para ele, “se o objetivo é criar uma coloração diferente, um mecanismo de despertar ou acender, é mais prático e mais interessante que as opções de lâmpadas comuns. Por outro lado, se for só para iluminação branca tradicional, fica algo desnecessário”.

Já Daniel Kortstee de Campos tem uma máquina de lavar em casa com programação de horário para lavar a roupa. Segundo ele, a máquina não tem acesso remoto, mas permite programar quando se quer que ela comece a lavar, o que facilita bastante no dia-a-dia. “O que esse recurso proporciona é a facilidade de você acordar ou chegar em casa e a máquina já ter lavado a roupa, aí é só abrir a máquina e pendurar a roupa já lavada. Ele conta que a função inteligente com certeza pesaria na hora da compra, mas que descobriu o recurso somente depois. Pensando em custo-benefício, Daniel conta que ficou satisfeito, pois a máquina “tem um preço mediano e valeu muito a pena pelo conjunto da obra: tecnologia, garantia, marca conhecida e boa reputação entre aqueles que compraram”, afirma.

Antes de dormir Ivan coloca a roupa na máquina de lavar e de manhã pendura pouco depois que ela acabou de bater. Foto: Ivan Moyses
Antes de dormir Ivan coloca a roupa na máquina de lavar e de manhã pendura pouco depois que ela acabou de bater. Foto: Ivan Moyses

Ivan Moyses é outro adepto de dispositivos inteligentes que facilitam no dia-a-dia. “Tenho uma máquina de lavar que programo para acabar a lavagem em sete horas, por exemplo. Tenho um decodificador de TV capaz de gravar programas. Ele começa cinco minutos antes do início do programa e termina cinco minutos depois”, conta. Outro recurso é utilizado por ele na hora de dirigir. “O som do carro conecta via bluetooth com o Iphone. No Iphone tenho Spotify, coloco as músicas para tocar e sai no som do carro”, afirma.

Outros dispositivos muito procurados são as câmeras, além de funcionarem muito bem para monitorar empresas e casas, elas são muito úteis em consultórios. A dentista autonôma, Karin Almeida Prado Pedrazzani, que instalou uma câmera no consultório há mais de um ano, por questão de segurança, diz que consegue ver e gravar o que acontece na recepção do consultório mesmo estando em casa. “Qualquer coisa que acontecer, desde um assalto ou a mãe de um paciente agredir a criança na recepção (como já aconteceu), tenho gravado para uma segurança da clínica”, conta. De acordo com ela o custo-benefício vale a pena. “O custo desse monitoramento é zero, a câmera baratinha, e monitoro tendo acesso remoto do computador do consultório, só preciso de internet”, explica. 

Em casa, Karin tem uma cafeteira. “É ótima, quase que diariamente programamos ela no dia anterior para fazer o café cedinho, assim acordamos com um cheirinho delicioso de café fresquinho. Não é essencial na minha vida, mas gosto muito”, diz.

De acordo com a professora Juliana Freitag Borin, do Instituto de Computação da Unicamp, “a Internet das Coisas tem sido foco de investimento nas principais empresas de hardware e software do mundo, entretanto, ainda há muito o que se pesquisar e desenvolver para que a visão do ‘Mundo Conectado’ se torne realidade”. Para ela, os principais riscos e cuidados que se deve ter ao usar dispositivos conectados à internet dentro de casa “estão associados à segurança e privacidade no acesso aos dispositivos e aos dados que são gerados e coletados por esses dispositivos. Os dispositivos da casa inteligente estarão expostos ao ataque de agentes maliciosos da mesma forma que computadores, smartphones e outros dispositivos conectados à internet. Desse modo, o usuário precisa estar atento às características de segurança e privacidade que um dispositivo fornece e não apenas às suas funcionalidades”.

Editado por Mariana Dandara

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