Coordenador da Operação Lava Jato fala sobre corrupção em palestra na PUC-Campinas

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Procurador da República, Deltan Dallagnol, explica o Projeto de Lei que pretende prevenir e reprimir corrupção. Foto: Giovane Caruso

Por Giovane Caruso

O Procurador da República, Deltan Dallagnol, que trabalha como coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, ação do Ministério Público Federal e da Polícia Federal contra desvios de recursos públicos, esteve em palestra na PUC – Campinas nessa quarta-feira, dia 16 de setembro de 2015, para divulgar a iniciativa “10 medidas contra a corrupção”, um Projeto de Lei de iniciativa popular que pretende prevenir e reprimir a corrupção de modo adequado.

O projeto constitui 10 propostas legislativas, criadas pelos integrantes da Operação Lava Jato, junto de especialistas, para evitar a corrupção e garantir mais transparência e eficiência no exercício do Poder do Estado Brasileiro. Dentre as medidas está o aumento das penas, tornar crime hediondo a corrupção de altos valores, a criminalização do caixa 2 – que ainda não é crime no Brasil –, ajustes nas brechas da lei que permitem a não condenação de quem comete corrupção e assegurar a devolução do dinheiro desviado.

Confira aqui todas as 10 medidas e a ficha de assinatura do Projeto de Lei.

Para Dallagnol, com o dinheiro que é desviado no Brasil por conta da corrupção, seria possível resgatar da miséria os dez milhões de brasileiros que não conseguem comprar os alimentos necessários para sobreviver.

A palestra, contou também com a presença e fala do Procurador da República, Ricardo Perin Nardi, que lembra que a corrupção no Brasil é “endêmica, ou seja, está presente em todos os nichos sociais, todos os entes federativos, desde o município até a União e em toda as camadas da sociedade e que também há pequenos atos de corrupção que devem ser identificados e combatidos como tal”.

Para Nardi, o Projeto de Lei seria uma das medidas para mudança. “As instituições são instrumento da sociedade, mas apenas a sociedade unida tem o poder de modificação”. A meta é conseguir 1,5 milhão de assinaturas em pelo menos cinco estados brasileiros para que o projeto seja apresentado ao Congresso Nacional. Até agora o número de assinatura atinge quase 300 mil.

De acordo com o estudo divulgado pela organização Transparência Internacional, o Brasil é o 69º colocado em ranking sobre a percepção de corrupção no mundo, que analisa 175 países e territórios. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que são desviados aproximadamente R$ 200 bilhões de reais no Brasil, por ano.

 

Editado por Caren Godoy

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