Home Office já é permitido a 56% dos profissionais brasileiros

Por Jaqueline Zanoveli

Trabalhar em casa, utilizando-se de novas tecnologias remotas e da computação em nuvem, é hoje uma tendência no mercado. No Brasil, 56% dos profissionais têm permissão para fazer home office e 54% consideram que são mais produtivos ao realizar o trabalho remoto. Os dados são do estudo Global Evolving Workforce (Força de Trabalho em Evolução), patrocinado pelas empresas Dell e Intel, e que entrevistou 5 mil profissionais de pequenas, médias e grandes empresas de 12 países em 2014.

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Pesquisa mostra que mais da metade dos profissionais já podem fazer home office (Infográfico: Jaqueline Zanoveli)

Élida Barroso é jornalista e escreve para blogs e sites desde 2011, a partir de sua casa. Em janeiro desse ano, a profissional, que antes trabalhava em seu próprio quarto, montou um escritório em casa, para separar ainda mais o trabalho do pessoal. “O maior desafio é que as pessoas a sua volta entendam que você está trabalhando. No começo, muitos achavam que, porque estou em casa, posso fazer favores para todos”, diz Élida.

A jornalista, que já trabalhou em escritório, afirma que apesar dos desafios, prefere o home office por diversas razões. “É preciso mais organização e concentração. A responsabilidade é muito maior também, já que não tem um chefe no nosso pé o tempo todo. Mas em casa é melhor por diversos aspetos, como, por exemplo, a flexibilidade de tempo. Eu posso acordar mais cedo e adiantar o trabalho todo se precisar sair de tarde. Já no escritório teria que pedir para sair mais cedo e ainda deixaria o trabalho acumulado”, conta a jornalista.

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Dados da pesquisa mostram mudanças na rotina de quem pratica o home office (Infográfico: Jaqueline Zanoveli)

Priscila Marques, coordenadora de Conteúdo Web, também já passou pela experiência de escritórios e hoje faz seu trabalho à distância, já que sua empresa fica em São Paulo. Para ela, a grande vantagem é não ter que se deslocar sempre para o local de trabalho. “Já trabalho há quatro anos em casa, e apesar de ter alguns compromissos na empresa, acho que a grande vantagem é não perder tanto tempo no trânsito”, relata. “Já a desvantagem é trabalhar sozinha. Ficar muito tempo sozinha em casa não é agradável, e também leva um tempo para que as pessoas entendam que você está em casa “trabalhando.”

Para manter a disciplina e, assim, a qualidade do trabalho, Priscila mantém uma rotina parecida com a dos profissionais que tem que se deslocar para os escritórios. “Eu, particularmente, gosto de acordar, tomar banho e me arrumar como se fosse trabalhar mesmo”.

Para a vice-presidente de Conhecimento e Aprendizagem da Associação Brasileira de Recursos Humanos (SP), Edna Bedani, o home office é uma tendência crescente, mas não na velocidade que é possível, já que envolve mudanças culturais e investimento em tecnologia e infraestrutura. “O trabalho home office é um aliado na melhoria da qualidade de vida e da mobilidade dentro dos grandes centros. No entanto, ainda temos, em muitas empresas, a gestão fortemente autoritária (controladora) e tradicional, que evita mudanças e inovação”, afirma. Edna explica ainda o perfil que mais se adapta a essa nova forma de trabalho. “O profissional precisa ter um perfil favorável para trabalhar sozinho, ser autodidata proativo, focado em resultado, familiarizado com a tecnologia, ter autogestão, ter autodisciplina e se possível ter vivenciado situações positivas com trabalhos individuais”.

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Editado por Bruna Gomes

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