Qualidade de vida é prioridade para profissionais

Por Isabella Robaina

Salário maior ou mais tempo? Mais qualidade de vida ou mais dinheiro? Escolher entre essas opções pode ser complicado, mas de acordo com uma pesquisa divulgada pela Unify, empresa de software e serviços de comunicação, 43% dos profissionais negariam um aumento salarial de 10% se pudessem ter mais flexibilidade no trabalho. O estudo foi realizado com mais de 800 profissionais de todo o mundo em áreas como pesquisa e desenvolvimento (P&D), finanças, marketing, tecnologia da informação (TI) e vendas.

Segundo a diretora regional da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-SP Campinas), Elizabeth Rodrigues, o horário de trabalho flexível já é realidade em muitas empresas visando, principalmente, adequar-se as necessidades de um novo perfil profissional e ganhos de competitividade nas empresas, principalmente em grandes centros urbanos. “Muitas empresas tem gerado grandes economias em locação de espaço físico com a implementação do horário flexível e home-office“, explica a diretora.

"Vejo o aumento salarial muito mais ligado a desempenho do que a jornada de trabalho", afirma a diretora regional da ABRH-SP Campinas, Elizabeth Rodrigues (Crédito: Divulgação)
“Vejo o aumento salarial muito mais ligado a desempenho do que a jornada de trabalho”, afirma a diretora regional da ABRH-SP Campinas, Elizabeth Rodrigues (Crédito: Divulgação)

Ainda de acordo com o estudo, a principal justificativa para preferir um horário de trabalho mais flexível é a preocupação com a qualidade de vida. As razões mais citadas são: facilidade para lidar com responsabilidades familiares (43%), a possibilidade de ter mais tempo livre (38%) e redução do tempo de deslocamento até o trabalho (32%).

O jornalista, André Gobi, 30 anos, se divide entre idas a empresa e dias de trabalho em casa. Gobi afirma que o horário de trabalho flexível pesa na hora dele analisar uma proposta de emprego, pois esse tipo de trabalho facilita para conciliar com assuntos particulares. “Obviamente, trabalhando em sistema home-office, você acaba economizando com transporte, alimentação e outros custos, o que torna este tipo de atividade muito atraente”, conta o jornalista.

Confira algumas sugestões da diretora regional da ABRH-SP Campinas, Elizabeth Rodrigues, para os profissionais que trabalham em um horário flexível ou em sistema home-office:

(Crédito: Isabella Robaina)
(Crédito: Isabella Robaina)

Para a especialista em psicologia do trabalho, Karina Campos, a preferência por flexibilidade no horário de trabalho demonstra uma das características inerentes aos jovens que estão entrando no mercado de trabalho. “Eles querem ter mais qualidade de vida, querem mais tempo para fazer o que gostam, querem cumprir obrigações no momento em que se sentem à vontade para fazê-lo”, explica a especialista.

Campos ainda alerta: “Muita imposição implica em frustração e as novas gerações são formadas por jovens que cresceram acostumados a terem seus desejos realizados, consequentemente, terão necessidades de se satisfazerem em vários contextos de suas vidas. Querem ser felizes mesmo que isso implique em reduções financeiras”.

O analista de sistemas em suporte remoto, Rafael Cocco, 29 anos, trabalha com um horário bastante flexível e na maioria dos dias realiza suas atividades em casa. Ele acredita que as distrações são menores quando está em sua residência e isso aumenta o rendimento. “O barulho do escritório e as várias interrupções ao longo do dia atrapalham minha concentração e com isso a qualidade e produtividade do meu trabalho cai. Porém, trabalhar em casa exige muita disciplina e nem todos conseguem se adaptar”, relata Cocco.

Para o psicólogo da Comportamento, consultoria em psicologia do trabalho, Julio Turbay, um horário flexível pode ajudar se a pessoa tiver maturidade para gerenciar este horário. “É  muito comum vermos profissionais que por não fazer uma boa gestão do seu tempo acabam por perder-se em seus compromissos e muitas vezes isso afeta não só a vida profissional, mas também a pessoal”, esclarece o psicólogo.

A rede social de empregos Glassdoor realizou um levantamento e listou 10 carreiras com as quais é possível conciliar a vida pessoal e profissional. A comunidade que reúne profissionais de todo o mundo identificou tais empregos com base na opinião dos próprios usuários que avaliaram suas carreiras com notas que variam de zero a cinco, sendo nota 1 para muito insatisfeito com a relação vida pessoal e profissional, nota 3 para satisfeito e nota 5 para muito satisfeito. Veja quais são essas profissões:

(Crédito: Isabella Robaina)
(Crédito: Isabella Robaina)

 

Editado por Nathani Mota

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