Alunos são liberados mais cedo em creches por falta de funcionários

Ananda Porto

11074774_633879410049523_1356982888_n

A falta de agentes da educação afetou o funcionamento de cerca de quatro creches e uma escola de período integral em Campinas (SP).  De acordo com os pais das crianças, o problema vem acontecendo desde o ano passado. Até o início de março deste ano, as creches Deputado João Hermann (bairro Parque Itajaí 4), Presidente Arthur Bernardes (bairro Vila Costa e Silva), Idalina Caldeira de Souza (bairro Parque Floresta) e Marilene Cabral (DIC I) tiveram os alunos dispensados por falta de monitores no período da tarde.

Esse problema também se faz presente na Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Caic Zeferino Vaz, no bairro Vila União. O projeto de período integral foi aplicado na unidade ainda em 2014. Na sexta-feira, 6 de março, pais e alunos protestaram em frente ao colégio. As principais queixas eram em relação à falta de profissionais, bem como a falta de materiais e uniforme escolar. No portão da escola, que deveria funcionar em período integral, está exposto um recado informando que o horário de aula é das 8h às 12h30.

Confira os depoimentos de três mães sobre a situação na Escola Caic Zeferino Vaz:

De acordo com a Secretaria de Educação, já foram convocados para contratação 273 novos agentes de Educação Infantil. Estes são responsáveis pelo auxílio no atendimento de crianças com idade de 0 a 3 anos e 11 meses e cerca de 195 especialistas de Ensino Fundamental. A expectativa é de que esses profissionais estejam em sala de aula até o final deste mês, devendo assim normalizar a situação das unidades que enfrentam a falta destes profissionais. Foi informado também que apenas duas creches continuam enfrentando dificuldades no atendimento de seus alunos: Cemei João Herrman Neto e Cemei Marilena Cabral.

Para Luciane Oliveira, professora da Faculdade de Educação da PUC-Campinas, essa falta de estrutura, tanto nas creches, quanto na escola de Ensino Fundamental, pode refletir de forma negativa no futuro do aluno em ambiente acadêmico e profissional. Luciane considera que, dos zero aos sete anos, o período conhecido como 1ª infância seja o mais importante para o desenvolvimento cognitivo e motor da criança. Esse déficit causado pela falta de  estrutura, pela carência de agentes da educação e a consequente falta de oficinas e atividades extras curriculares pode interferir na privatização do estímulo da criança.

 

Editado por Bruna Gomes

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s