Por que o câncer de próstata é mais comum nos negros?

Por Priscilla Geremias

5511999212977-1414755300O câncer de próstata foi a segunda causa de morte por neoplasia na população masculina em Campinas nos anos de 2011 e 2012. A doença foi responsável por 10,6% do total de óbitos por câncer ocorridos no período, de acordo com dados do Boletim “Mortalidade por Câncer de próstata” publicado pelo Centro Colaborador em Análise de Situação de Saúde (CCAS) da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp.

E os homens da raça negra apresentam risco cerca de 2 vezes maior de manifestar a doença, além de chance de 2,5 a 3 vezes maior de morrer pelo câncer. Mas por quê? Segundo pesquisa realizada pela Universidade de Bristol na Inglaterra, os homens negros tendem a ser diagnosticados cinco anos mais cedo.

Os pesquisadores registraram que negros e brancos tinham níveis parecidos de conhecimento sobre o câncer de próstata, além de sintomas semelhantes e demoravam o praticamente o mesmo tempo para consultar um médico.

No entanto, foram encontradas evidências de que negros tinham maior probabilidade de fazer o teste PSA (sigla em inglês para antígeno prostático específico) antes de apresentar qualquer sintoma. O PSA faz parte da detecção precoce da doença em homens aparentemente saudáveis.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) a detecção precoce compreende duas estratégias: uma destinada ao diagnóstico em pessoas que apresentam sinais iniciais da doença (diagnóstico precoce) e outra voltada para pessoas sem nenhum sintoma e aparentemente saudáveis (rastreamento). O rastreamento do câncer de próstata é a realização de exames de rotina (geralmente toque retal e dosagem de PSA) em homens sem sinais e sintomas sugestivos de câncer de próstata.

No Brasil, um trabalho realizado pelo Dr. Edson Pasqualin, município de Ipirá, na Bahia, com 470 homens submetidos à biópsia, demonstrou que a incidência de câncer de próstata foi 9 vezes maior nos negros do que nos brancos.

O operador de máquina Valmir Roque, de 45 anos já realizou o exame duas vezes. Sempre preocupado com sua saúde Valmir foi natural e sem qualquer preconceito quanto ao exame. “Soube que o homem da raça negra é mais propenso em ter o câncer de próstata através de uma campanha na empresa onde trabalho, e desde sempre procuro levar uma vida saudável, não bebo, não fumo, pratico esporte e tento ao máximo fazer refeições balanceadas sem exageros” afirma Roque.

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(Créditos: Priscilla Geremias)

Editado por Verônica Miranda

 

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