Pancada na cabeça se torna a grande vilã dos esportistas

 

Futebol Americano é considerado um dos esportes mais violentos.
Futebol Americano é considerado um dos esportes mais violentos.

Por Aquiles Farinha

Com o avanço da tecnologia, esta cada vez mais fácil de realizar pesquisas sobre diversas áreas. No caso da saúde, não é diferente. As pesquisas aparecem cada vez mais detalhadas e sempre com novidade na área, como descobrimento de novas doenças, cura para problemas que ninguém achava que iria existir.Na área da neurologia, que cuida dos distúrbios estruturais do sistema nervoso do corpo,  as pesquisas não param de ser realizadas.

Recentemente, um grupo de pesquisadores norte americanos fizeram um estudo sobre pancadas na cabeça dentro do esporte, com um grupo de 35 atletas de um time de futebol americano universitário de Illinois (EUA), e instalaram um dispositivo no capacete dos atletas por uma temporada inteira, com a intenção de medir a força do impacto que os jogadores estavam sujeitos a receber em uma partida de futebol americano. Ao final dessa experiência com os jogadores, recolheram os resultados, analisaram, e descobriram que os mais novos sentem maior força de impacto na cabeça durante uma pancada de jogo do que os mais velhos. O principal motivo desse resultado segundo o autor do estudo, Steven P. Broglio da universidade de Illinois, é que os músculos do pescoço mais fortes podem permitir que jogadores universitários controlem o movimento da cabeça após o impacto. Ele complementa que com essa descoberta, os treinadores precisam trabalhar melhor no ensino da técnica apropriada para os jovens jogadores. “Os atletas devem aprender a manter suas cabeças levantadas para evitar o contato com o topo do capacete.”

Uma pancada na cabeça independente da força que ela tenha, pode causar graves riscos de vida. Uma conseqüência muito comum de pancada na cabeça é o traumatismo craniano. Para o neurologista, Paulo Alves Junqueira, traumatismo craniano é sem duvida o grande vilão de uma batida de cabeça. O traumatismo craniano é caracterizado por qualquer pancada na cabeça e pode ser classificado como leve, grave, de grau I, II ou III, aberto ou fechado. “Ele esta muito presente em acidentes automobilísticos, quedas e vem ganhando cada vez mais casos no esporte”, diz ele. Os sintomas mais comuns do traumatismo craniano são: perda da consciência, dor de cabeça intensa, sangramento na cabeça, pela boca, pelo nariz ou ouvido, dificuldade na fala e perda de memória. Esses sintomas demoram até 24 horas para aparecer, por isso o médico alenta que sempre que houver qualquer tipo de batida de cabeça, o recomendado é que a pessoa deva ficar sob observação de um profissional da área.

Quem já sofreu com isso foi Rodrigo Torres, que nas horas vagas gosta de jogar Rugby, um esporte violento, de contato físico que diferente do futebol americano não se usa proteção para o corpo. No caso de Torres, estava jogando com seus amigos quando em uma disputa normal de jogo, colidiu com um jogador do outro time e bateu sua cabeça no ombro do adversário. Com a pancada, ele desmaiou na hora e sofreu com traumatismo craniano. “Não lembro muita coisa do momento. Sei que estava com a bola e o adversário veio pra cima de mim, fui cortá-lo para passar e bati com a cabeça em seu ombro. Depois disso não lembro mais nada. Apenas quando acordei em uma sala do hospital”. O jogador sofreu esse acidente praticando Rugby faz 4 semanas e o resultado de seu traumatismo foi leve. Ele teve apenas o desmaio e sangramento no nariz. “ como meu caso foi leve, apenas fiquei em observação por 24 horas no hospital e fui liberado logo em seguida”.

Segundo Paulo Junqueira, não existe um tratamento para o traumatismo. “ No caso do Rodrigo, que sofreu uma pancada leve, apenas foi observado e liberado em seguida. Nos casos mais graves, o tempo de observação é maior e as medicações para dor e circulação devem ser administradas.”

Outro tipo de doença que as pessoas correm risco por meio das pancadas na cabeça, é chamada de Concussão Cerebral. É uma doença no cérebro que gera alterações da função cerebral. Os principais sintomas são dor de cabeça, tontura, dificuldade em concentrar, raciocínio confuso, desequilíbrio, náuseas distúrbio com sono (dormir muito ou dormir pouco) e visão turva. Segundo explica o neurologista, essa doença é muito comum. Nos Estados Unidos, estimasse que entre 1,6 a 3,2 milhões de concussões acontecem por ano durante a pratica de esportes. No Brasil tratando-se do futebol , a concussão cerebral é responsável por até 3% de todas as lesões. É estimado que em um time de futebol, pelo menos duas pessoas sofram pelo menos um episódio de concussão em um período de um ano.

Independe se a pessoa esta praticando algum tipo de esporte, esta no trabalhando, ou levando o filho de carro a escola, ela corre grande risco em algum momento de se acidentar e bater a cabeça. Para o médico, não existe um jeito ou uma técnica para evitar as pancadas ou batidas na região da cabeça .

Editado por: Lara Huttembergue

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