Campinas abriga mais de mil imigrantes e refugiados

Por Juliana Cavalcante e Ana Guimarães.

O 1º Fórum sobre Refúgio e Imigração de Campinas aconteceu na última quarta-feira (14) e abordou a criação do convênio que pretende ajudar no combate ao trabalho escravo e a precarização das condições de trabalho dos imigrantes em Campinas, que abriga cerca de 1.300 imigrantes e refugiados. Além disso, também foi destacado a necessidade de se reformular o estatuto do imigrante, criado em 1980, segundo a  Profª Dr.ª Rosana Baeninger,  em uma lógica de segurança durante a ditadura militar.

ha

Participantes da bancada do evento. Crédito: Rede de Apoio aos Imigrantes e Refugiados – Campinas

Dentre os países com recorrência de refugiados está a Síria. Segundo o professor Lindener Pareto, “falar sobre a Síria é complicado, pois retorna o contexto do Oriente Médio, as guerras” e “um quadro mais grave, pois a há um povo sem pátria que reivindica seu estado, são os chamados Curdos”.  O professor ressalta que de 2011 para cá foram mais 250 mil mortos na Síria, dentre eles Alan Kurdi, que juntamente com sua família e outros imigrantes se viram forçados a deixar seu território na esperança de um recomeço em outros países.

De acordo com o pastor Jose Roberto Martins Prado, a cada 24 minutos uma pessoa precisa ser deslocada de sua cidade de origem, o que resulta, atualmente, em cerca de 65,3 milhões de pessoas refugiadas no mundo, dentre as quais 10 milhões não possuem qualquer direito político. Os refugiados que chegam ao país de destino muitas das vezes se veem sem saída o que resulta em desemprego, abandono e falta de moradia.

new-piktochart_552_e816b0c394226b1373e21dcb187d488062c7d3cf
Créditos: Juliana Cavalcante

A imagem de Alan morto na praia repercutiu pelo mundo, todas as mídias deram a notícia, mostraram a imagem da criança caída na areia e sensibilizaram o receptor da mensagem, mas o impacto e a atenção midiática foram apenas momentâneos, no dia seguinte novos fatos tomaram conta dos veículos de massa. Para a professora e doutora Rose Bars isso se dá pois “não há mais novidade, o assunto já se tornou comum para a sociedade, sabe-se dos refugiados e das necessidades que passam, mas não se dá a devida atenção”. Segundo a professora isso está ligado ao individualismo, uma vez que a situação atinge o mundo no qual se vive e não o indivíduo isoladamente.

Editado por Karina Rocha, Pedro Alves e Renan Fernandes

 

2 comentários

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s