Consumo de alimentos industrializados aumenta 400%, indica estudo

Por Amanda Bruschi

Estudo divulgado recentemente por pesquisadora da UNICAMP revela que houve aumento de 400% no consumo de alimentos industrializados como refrigerantes, biscoitos, carnes e embutidos entre os brasileiros. Essa mudança de hábito foi relacionada, pelo estudo, a urbanização e a maior frequência de refeições feitas fora de casa.

O estudo ainda indica que essas mudanças no padrão alimentar levaram à ingestão excessiva de açúcares livres e de gordura total e saturada e, em consequência, ao consumo energético além do necessário. Além disso, aumentou paralela e substancialmente a ocorrência de doenças crônicas como as cardiovasculares, o diabetes, a hipertensão arterial, dentre outras.

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Industrializados como biscoitos e bolachas têm sido opção frequente dos brasileiros (Foto: Amanda Bruschi)

 

A estudante de jornalismo Beatriz Bressam faz parte da grande parcela de pessoas que acabam optando pela praticidade e ingerindo alimentos industrializados. “Tomo refrigerante todos os dias, além de sucos de caixinha e bolacha. Só tomo sucos naturais na faculdade ou, às vezes, durante o intervalo no trabalho”. A estudante conta que por conta da falta de tempo acaba optando por comidas rápidas na janta, como croissant ou fast food.

A médica nutróloga Rossana Garambone Affonso explica que na alimentação industrializada temos perdas de fibras, vitaminas e minerais, “Além da concentração calórica temos ainda os aditivos conservantes e corantes que além de potencial alergênico podem eventualmente ser cancerígenos” complementa.

Por conta de problemas no estômago e enxaqueca, a estudante de jornalismo Raíssa Zogbi precisou mudar os hábitos alimentares. “Procurei um médico e ele disse que precisava cortar alimentos que aumentavam a fermentação. Depois de alguns exames, ele constatou uma intolerância a lactose e me pediu que cortasse alimentos com leite” conta.

Embora tenha sido difícil se adaptar às mudanças no início, Raíssa relata os benefícios que a nova alimentação trouxe a ela “Hoje me sinto mais leve, menos inchada e não tenho mais dores de cabeça e estômago. Acredito que uma boa alimentação contribui para a melhora geral do corpo e mesmo para a disposição no dia-a-dia para treinar, trabalhar, entre outras coisas” explica.

Por conta da falta de tempo, acabamos optando por alimentos práticos. Por isso, a nutróloga Rossana Garambone sugere que criemos o hábito de ir semanalmente ao mercado para abastecer a geladeira com frutas e legumes. “Evitar ter em casa alimentos industrializados de preparo instantâneo, para não cair em tentação naqueles dias que chegamos mais cansados do trabalho” aconselha também a nutróloga.

 

Editado por Ananda Porto

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