4G ainda não tem cobertura total em Campinas

Por Jaqueline Zanoveli

O Brasil terminou o mês janeiro de 2015 com 7,7 milhões de acessos a internet 4G móvel, o que representa um crescimento de 394,9% em relação a janeiro de 2014, quando havia 1,6 milhão de linhas ativas de 4G, segundo a empresa de consultoria Teleco. Em Campinas, a tecnologia chegou pela primeira vez em julho de 2013 e, dois anos depois, os usuários ainda enfrentam problemas de conexão pela falta de cobertura total na cidade.

Rayssa Iglésias, assistente de Recursos Humanos e usuária do 4G desde dezembro do ano passado, conta que o serviço piorou desde que ela adquiriu o pacote de dados. “No começo é muito bom, mas depois de uns dias fica ruim e no final fica péssimo, não consigo acessar Facebook e Instagram”. Apesar disso, Raysa afirma que adquirir a tecnologia vale a pena. “Compensa muito mais que o 3G porque esse é mais lento, e no final fica ruim do mesmo jeito. Mesmo se for pra um lugar sem 4G, funciona com o 3G normal, então eu não fico sem internet”, diz.

Para quem utiliza o 4G para trabalho, a importância de uma área extensa de cobertura é ainda maior. “Esse é o problema pra mim, porque você tem a tecnologia disponibilizada e paga por ela, mas não tem estrutura para usar”, contou a comerciante Wania Benício durante uma conversa online utilizando o 4G. Veja mais:

Além da internet móvel, utilizada em aparelhos celulares e oferecida pelas operadoras, em Campinas também é possível adquirir o serviço de internet 4G fixa sem fio. Para Fernando Santana , responsável pela Comunicação Corporativa da ON Telecom em Campinas, empresa que oferece essa tecnologia, a repercussão do 4G na cidade tem sido boa. “Esse tipo de internet sem fio dá mais liberdade, porque com uma assinatura é possível usar o plano em vários lugares. É uma rede ainda em expansão. Começamos na região há cerca de dois anos, em Itatiba, depois Valinhos, Vinhedo até Campinas”, conta Santana. Ele admite que a área de abrangência do sinal ainda não é total, tanto para o 4G móvel quanto para o fixo, e faz uma previsão. “Para alcançar uma qualidade de sinal satisfatório, deve levar ainda de um a dois anos”.

Desafios

Com desempenho que pode alcançar até dez vezes velocidade que o 3G, o 4G permite acesso mais rápido a vídeos, streaming de música e a jogos, entre outros serviços online ou na nuvem. Segundo a consultoria Teleco, o grande problema ainda do 4G móvel é a persistência das operadoras em utilizar torres antigas para a distribuição do sinal, já que elas não conseguem enviar o sinal 4G para locais distantes, e assim o final se torna fraco e ineficaz para atender a demanda.

Além disso, os aparelhos também precisa se adaptar. Até fevereiro de 2015 foram homologados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) 84 modelos de telefones celulares compatíveis com o sinal 4G. Para usar a internet desse tipo, é necessário ter um aparelho compatível com a faixa de frequência de 2.500 a 2.600 Mhz. A maioria dos aparelhos trazidos do exterior não é compatível com essa frequência, portanto aparelhos importados podem não funcionar com o 4G no Brasil.

Editado por Danilo Christofoletti

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