Artista plástico residente em ateliê em Campinas é finalista do Prêmio PIPA 2014

Por Camila Correia

Em média, o artista utiliza 10 kg de argila em cada cabeça (Foto: Camila Correia)
Em média, o artista utiliza 10 kg de argila em cada cabeça (Foto: Camila Correia)

O artista plástico maranhense Thiago Martins de Melo, em residência pela segunda vez no Ateliê Aberto Produções Contemporâneas, no bairro Cambuí, é um dos quatro finalistas que irão participar do Prêmio PIPA 2014 no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, de 6 de setembro a 16 de novembro. É o terceiro ano que o artista é indicado ao prêmio. Com o objetivo de consagrar artistas que vem se destacando por seus trabalhos, o PIPA é mais relevante prêmio brasileiro de artes visuais.

Os quatro finalistas concorrem ao PIPA – no valor de R$100 mil, cujo vencedor será definido por um júri de premiação – e ao PIPA Voto Popular Exposição – no valor de R$20 mil, com o vencedor sendo definido pelo público que visita a exposição e vota no artista favorito. O vencedor participará ainda do Programa de Residência Artística da Residency Unlimited, em Nova Iorque. Como não há inscrições para concorrer ao prêmio, todo os artistas foram indicados por um Comitê de Indicação.

Desde o mês passado, Melo utiliza o espaço do Ateliê Aberto para produzir seu projeto que será exposto na 31ª Bienal de São Paulo, em setembro. Com o título provisório de “Martírio”, o projeto trata da história da violência amazônica na região de Carajás, sul do Pará e Maranhão. Por meio de esculturas de cabeças de mártires e heróis que morreram em disputas por terras, o artista quer mostrar uma realidade da história brasileira pouco conhecida no eixo Rio-São Paulo. A meta do artista é fazer cinco cabeças por dia e, no total, serão mais de 70 peças.

Apesar de ter uma galeria em São Luís, no Maranhão, o artista diz preferir trabalhar em coletivo no Ateliê, definido como um espaço de troca e produção pelo próprio maranhense. “É a primeira vez que trabalho com esse tipo de argila e o pessoal do Ateliê conhece muita gente já habituada com esse material, ou seja, eles têm um conhecimento de quem já viu muito artista produzir e, por isso, entendem as minhas dificuldades. É muito melhor estar aqui do que sozinho em um estúdio”, garante. O artista deve permanecer no Ateliê até o final deste mês, quando planeja terminar a primeira fase das esculturas.

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Sobre o artista

Thiago Martins de Melo, nascido em 1981, já participou de inúmeras exposições coletivas, entre as mais recentes pode-se incluir “Imagine Brazil”, Astrup Fearnley Museet, Oslo, (2013) e Lyon (2014); “Entre-temps… Brusquement, et ensuite”, 12e Biennale de Lyon, Lyon (2013); “To be with art is all we ask”, Astrup Fearnley Museet, Oslo (2013). Suas principais mostras individuais incluem “Teatro Nagô-cartesiano e o Corte Azimutal do Mundo”, Mendes Wood DM, São Paulo (2013); “Thiago Martins de Melo”, Mendes Wood DM, São Paulo (2011). Seus trabalhos integram as coleções permanentes do Thyssen-Bornemisza Art Contemporary, Viena; do Astrup Fearnley Museum of Modern Art, Oslo; do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro – Coleção Gilberto Chateaubriand; do Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro; do Museu de Arte Contemporânea do Ceará, Fortaleza, e do Museu do Estado do Pará, Belém.

*Para quem quiser conhecer o trabalho de Thiago pessoalmente, o Ateliê Aberto fica da Rua Major Solon, nº 911. O horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 14 às 19hs.

Editado por Aquiles Farinha

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