Exercitar o cérebro retarda sintomas do Alzheimer

Gabriela Rossi

Seus olhos já não tinham o mesmo brilho, suas pernas já não tinham tanta firmeza e, o pior de tudo, você já não se lembrava de mim. Quem já perdeu um ente querido em consequência do Alzheimer sabe a dor e o desgaste que essa doença traz para uma família.

De acordo com a Associação Brasileira de Alzheimer, a doença afeta 36 milhões de pessoas no mundo e cerca de 1,5 milhão de pessoas no Brasil e começa a se manifestar após os 65 anos de idade. Por isso, a associação orienta a população a ficar atenta aos primeiros sinais de perda de memória recente, mudança de comportamento e perda de habilidade pelos idosos. O diagnóstico da doença demora, em média, três anos e apenas 20% dos pacientes diagnosticados aderem ao tratamento.

A servidora pública Damiana Vicente, que perdeu o pai devido a complicações do Alzheimer há três anos, disse que os primeiros sinais da doença são imperceptíveis para a família. Eles acreditavam que eram problemas de memória da idade.

http://soundcloud.com/gabrielafrossi/alzheimer-1

Depois disso, a agressividade também passou a fazer parte do comportamento do idoso, um sintoma comum do mal de Alzheimer.

http://soundcloud.com/gabrielafrossi/alzheimer-2

Para controlar estes sintomas um remédio foi receitado, mas os efeitos colaterais prejudicaram ainda mais sua saúde.

http://soundcloud.com/gabrielafrossi/alzheimer-3

Prevenção

Apesar de o Alzheimer já ser estudado há mais de cem anos, pesquisadores e médicos afirmam que ainda não conhecem todas as causas e complicadores da doença, fatores ambientais e genéticos podem ser afetar. E não há nenhum remédio que interrompa a devastação das células cerebrais.

Por não conhecerem as causas da doença, os especialistas afirmam que não é possível determinar como se prevenir. Entretanto, por meio de pesquisas, descobriram que estimular a atividade cerebral pode retardar o aparecimento dos primeiros sinais.

Estudos comprovam que pessoas que estudaram mais ao longo da vida apresentaram os primeiros sinais da doença muitos anos depois que analfabetos, por exemplo.

O foco principal é como manter o cérebro ativo, mas não somente estudar, é preciso interagir com pessoas, fazer atividades variadas que demandam utilização de diferentes partes do cérebro. Isso tudo acrescido de alimentação balanceada e atividade física regular.

Pesquisas Recentes

As pesquisas relacionadas ao Alzheimer são feitas em todo o mundo para tentar mapear as causas e complicações genéticas e ambientais da doença e algumas delas já apresentaram resultados relevantes.

Na Universidade da Pensilvânia um estudo tem resultados que prometem detectar a presença de biomarcadores no líquido da medula espinhal para avaliar precocemente se o paciente pode desenvolver Alzheimer ou não, antes mesmo da manifestação dos primeiros sintomas.

Também nos Estados Unidos, uma equipe de pesquisadores descobriu que o colesterol produz uma proteína que é considerada a principal causa da doença porque destrói os neurônios. Esta descoberta foi publicada recentemente na revista Science.

A descoberta mais recente também é proveniente de pesquisas americanas, as autoridades do país anunciaram que estão desenvolvendo uma droga que será focada na prevenção da doença. Os estudos iniciais serão feitos em pessoas que têm propensão genética a desenvolver a doença.

Estas pesquisas são a esperança para quem já passou ou ainda passa pela situação de ter alguém tão próximo com Alzheimer. Quanto mais pesquisas e descobertas forem feitas acerca desta doença menos pessoas sofrerão com a dor de presenciar o fim gradativo e doloroso de quem está tão próximo, mas não é capaz de lembrar daqueles que lhe querem bem.

Editado por Henrique Bighetti

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