Campanha antitabagismo norte-americana é considerada apelativa

Diana Siquelero

O Centro de Controle de Doenças do governo dos Estados Unidos lançou uma campanha antifumo chamada “Tips From Former Smokers – Dicas de ex-fumantes”,  que impressiona. São vídeos, materiais impressos, outdoors e até spots de rádio com dicas de pessoas que sofrem, ou já sofreram por fumar e hoje apresentam graves problemas de saúde acarretados pelo uso excessivo do cigarro.

Um dos materiais impressos usado na campanha (Imagem: divulgação)

Os depoimentos de ex-fumantes vão entrar no cotidiano de, pelo menos, 50 mil norte-americanos por três meses, numa ação que custou US$ 54 milhões.  O investimento parece alto para o período, mas de acordo com um porta-voz do Centro de Controle de Doenças é o equivalente a apenas dois dias de investimentos da indústria do tabaco, em ações de marketing.
A personagem do primeiro anúncio, entre muitos, é Terrie, uma mulher de 51 anos que teve câncer de garganta. Acompanhe o vídeo:

Imagens que chocam

Desde 2002 empresas de todo o Brasil são obrigadas a colocar imagens de advertência nas embalagens de cigarros. Na época em que as primeiras embalagens com fotos foram lançadas, os fumantes brasileiros julgaram que a mensagem transmitida por pessoas no leito de um hospital, ou com membros amputados causavam aflição, mesmo assim, a campanha continuou e ganhou novos rostos – rostos precocemente envelhecidos, por exemplo.

Com base nessas informações, a seguinte pergunta foi feita para um grupo de pessoas: “Vocês acham que uma campanha como a norte-americana é apelativa demais?”
Leia abaixo, algumas das respostas:

O foco poderia ser diferente

A estudante de direito Lutimila Alves se sentiu incomodada com o vídeo de Terrie, no entanto não acredita que esse incômodo leve o público ao objetivo da campanha. “No que toca à prevenção, acredito que a campanha chocante não tenha utilidade. Isso porque a realidade apresentada nas imagens está tão longe  da vivida pelos iniciantes no vício – ao menos na visão destes – que provavelmente não lhes causariam nenhuma identificação”.
O que Lutimila defende é que campanhas antitabagismo deveriam se focar menos nas consequências do vício, e mais nas vantagens proporcionadas por uma vida saudável. “Com isso além de apresentar ao público um objetivo que pudesse ser alvo de sua vontade, e não de sua aversão, de quebra  as propagandas sugeririam a ideia de que é possível superar o vício e recuperar a qualidade de vida, o que não é apresentado pelo anúncio apelativo”, completa.
Outros vídeos da campanha “Dicas de um ex-fumante” podem ser conferidos no canal oficial do Centro de Controle de Doenças no Youtube

Editado por Monique Ribeiro

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