Voltando a ser criança: a inclusão na educação

Por Giovana Lastori

Quando o assunto é diferença interpessoal, a primeira reação é a cautela. Seja com atos ou palavras. Mas você sabia que isso não acontece com as crianças?

Os professores afirmam que este assunto é abordado em sala de aula, a inclusão ocorre na educação infantil e também no ensino fundamental de maneira tranquila. As crianças não percebem o outro como ser diferente de si, característica se dá por meio de contatos ou ações dos adultos com elas. Se há rejeição ou piedade por parte deles, isso pode ser passado para a criança, e mais tarde, quando adulta, ela repete esse comportamento.

Para proporcionar esse relacionamento entre as crianças, os educadores da C.E.I Idalina Caldeira de Souza Pereira, propuseram o retorno de brincadeiras de antigamente. Usando caixas de papelão, garrafas PET e tapetes de EVA, trabalha-se a colaboração entre as crianças, além das habilidades motoras.

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Uma das atividades realizadas pelos alunos como forma de cooperação – Foto: Giovana Lastori

Buscando sempre a relação interpessoal, as atividades para as crianças com deficiência são adaptadas dentro daquilo que elas necessitam desenvolver, como todas as outras. Quando se fala no processo de ensino aprendizagem, se encara a criança como um ser com potencialidades e cabe ao educador criar possibilidades para que ela desenvolva habilidades e competências.

O órgão do Ministério da Educação (MEC) responsável pela educação da criança deficiente é a Secretaria de Educação Especial (SEESP). Segundo a secretaria, a educação especial é uma modalidade de educação escolar oferecida na rede regular de ensino, para pessoas com necessidades educacionais especiais, desde a educação infantil ao ensino superior.

O Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (RCNEI), ao tratar da educação de crianças com necessidades especiais, as classifica como portadores de deficiência mental, auditiva, visual, física, deficiência múltipla e portadores de altas habilidades, referindo-se aos benefícios da convivência com a diversidade, para ela e para as crianças tidas como normais, na medida em que representa uma inserção de fato no universo social e de vínculos estimuladores, o confronto com a diferença e o trabalho com a dificuldade.

Incluir significa oferecer educação de qualidade para todos

O número de estudantes com necessidades especiais cresce a cada ano na rede de ensino. Por exemplo, em 1998, havia apenas 43,9 mil matriculados nas redes pública e privada. Em 2004, chegaram a 184,7 mil e em 2014, eram mais de 600 mil estudantes especiais em classes comuns. Os dados são do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) e não deixam dúvidas que o movimento de inclusão no Brasil é irreversível.

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E o crescimento não acontece por acaso, a Constituição Brasileira de 1988 garante o acesso ao Ensino Fundamental regular a todas as crianças e adolescentes, sem exceção. E deixa claro que a criança com necessidade educacional especial deve receber atendimento especializado complementar e, de preferência, dentro da escola.

A inclusão ganhou reforços com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de 1996, e com a Convenção da Guatemala, de 2001. Esta última proíbe qualquer tipo de diferenciação, exclusão ou restrição baseadas na deficiência das pessoas. Sendo assim, mantê-las fora do ensino regular é considerado exclusão e crime.

Editado por Thiago Tedeschi

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