Aplicativo para celulares possibilita acompanhamento de chuvas em tempo real

Por Joel H.Silva

Os campineiros acabam de ganhar uma nova ferramenta para o acompanhamento de chuvas na região. O aplicativo para smartphones SOS Chuva lançado oficialmente semana passada na Unicamp, promete se tornar um grande aliado na previsão de pequenos e grandes eventos meteorológicos, como foi o caso das microexplosões que atingiram Campinas em junho desse ano.

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O aplicativo possibilita visualizar a situação atual das nuvens na região. Créditos: Joel H.Silva

Através do aplicativo é possível ver a situação atual das nuvens de chuva, assim como previsões de curto prazo, que cobrem períodos de menos de 24 horas. “A ideia é que qualquer pessoa consiga ter acesso a essa informação, e facilitar a tomada de decisão para seu dia, como por exemplo acompanhar a evolução de uma chuva, e verificar a previsão para os próximos minutos” afirma Luiz Guarino, um dos responsáveis pelo aplicativo.

As informações do app podem ser consultadas também através do computador clicando *aqui*. Segundo Luiz Augusto Machado, coordenado do projeto, tanto aplicativo como site ainda estão em sua primeira versão de testes. “O sistema vai ser construído ao longo do projeto.  Nós pretendemos implementar não só todos os outros produtos meteorológicos e tecnológicos como informações para a sociedade melhor entender o comportamento do tempo, sabendo o que fazer no caso de chuvas”

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Radar de dupla polarização instalado na Unicamp em setembro. Créditos: Divulgação oficial Unicamp.

O aplicativo se baseia em informações provenientes de três principais radares metrológicos, um localizado dentro do Parque Nacional de Itatiaia no Rio de Janeiro, outro no município de São Roque e o recém inaugurado radar da Unicamp, além de outros sensores de superfície e detectores de granizo instalados pela região.

O app SOS Chuva já está disponível para os dispositivos Android e IOS nas respectivas lojas de cada marca.

 

Microexplosões

Em junho desde ano um fenômeno conhecido como microexplosão atingiu a região de Campinas. Varias casas foram destelhadas e pelo menos 100 árvores foram arrancadas pela cidade. Apesar de todo o estrago causado nem uma morte foi registrada no município.

Segundo a meteorologista Ana Ávila, do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri) da Unicamp, as microexplosões são formadas por nuvens carregadas de ar, água, granizo e acompanhadas de ventos intensos que podem atingir velocidades de até 120 km/h.

Editado por Ana Guimarães, Vanessa Plácido e Thaís Bueno.

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