Uso de anticoncepcionais aumenta o risco de trombose venosa

Por Ana Paula Perez

A repercussão sobre os riscos das pílulas anticoncepcionais de segunda e terceira geração se tornou motivo de debate em dezenas de redes sociais e portais de notícias nos últimos anos. As perguntas que não saem da boca das usuárias deste medicamento são: O uso de anticoncepcionais realmente aumenta os riscos de trombose? Este medicamento é capaz de desencadear outras doenças?

De acordo com a Ginecologista e Obstetra Aline de Carvalho, a maioria das pílulas anticoncepcionais de uso oral, independente da marca, liberam uma grande dosagem de hormônios (estrogênio e progesterona) que são responsáveis por dezenas de efeitos colaterais. Entre eles, o desenvolvimento de trombose venosa profunda. Essas informações geralmente são encontradas na bula do medicamento, e, segundo ela, a realidade é que poucos ginecologistas estão preocupados em alertar suas pacientes sobre estes riscos. Ela também sugere o uso de outros meios contraceptivos não hormonais, como o DIU de cobre, método billings, diafragma, preservativo feminino, entre outros.

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Pílula Anticoncepcional Microvlar da empresa Schering. (Foto: Ana Paula Perez)

Ao ser constatada, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deixa claro que não possui autonomia para obrigar o profissional da saúde a notificar as adversidades relacionadas ao medicamento, mas enfatiza que caso o paciente observe alguma reação não esperada no organismo que possa ter sido provocada por anticoncepcionais, é de suma importância fazer essa notificação à Anvisa.

Em março de 2015, foi publicado na revista científica britânica BMJ uma pesquisa com evidencias de que os anticoncepcionais mais recentes são os que oferecem mais riscos as mulheres. Essa pesquisa destacou dois grupos de pílulas anticoncepcionais capazes de oferecer maiores riscos à saúde da mulher. As pílulas antigas, de composições tradicionais, que misturam levonorgestrel a etinilestradiol, noretisterona ou norgestimato, que aumentavam o risco de trombose em 150%, e as pílulas mais modernas, que combinam desogestrel a etinilestradiol a gestodeno, ciproterona  ou drospirenona, que são capazes de aumentar esse risco em até 300%. Vale lembrar que essas implicações variam de uma mulher para outra.

 

Gráfico baseado na pesquisa publicado no British Medical Journal. (Crédito: Ana Paula Perez)
Gráfico baseado na pesquisa publicada no British Medical Journal. (Crédito: Ana Paula Perez)

O assunto vem ganhando destaque nas redes sociais e com isso algumas mulheres decidiram criar campanhas de conscientização dentro do Facebook, dentre elas a Cabeleireira Lydyany Furbino, que aos 37 anos teve uma de suas pernas necrosada e amputada devido a uma série de complicações por conta do uso do medicamento Microvlar. Lydyany foi diagnosticada com Trombose Venosa Profunda. Ela ressalta que através das redes sociais pretende alertar as mulheres para que não passem pelo sofrimento que ela passou, e por isso, dedica boa parte do seu tempo com a divulgação dessas campanhas. VEJA O VÍDEO

 

 

Editado por Aline Domingos

 

 

6 comentários

  1. Nossa estou tomando um desses anticoncepcional que esta me dando extresse não estou mestruando faz quase 3 meses sinto muita dor nas pernas
    Será o que tenho pode ser começo de trombose????????

    1. Olá Sandra,
      Existem vários efeitos colaterais causados pelo anticoncepcional, uns de menor gravidade e outros de maior. Sugiro que procure um médico.

  2. Eu to muito assustada 😱,eu uso anticoncepcionais des dos meus 17 anos,hoje estou com 35 anos,uso o ciclo 21 e teve casos de emolia pulmonar e trombose com esse remédio que os médicos relatavam que era fraco,eles não dão informações pro paciente!!!Pq?

    1. Olá Taís,
      Nossa reportagem não específica nenhuma marca, apenas levantamos dados de acordo com o depoimento de vítimas, profissionais e pesquisas científicas. Como explicado no texto, os riscos nada tem a ver com uma determinada marca, isso vai depender do seu histórico de doenças e da composição do seu anticoncepcional. Sugiro que procure um profissional da saúde para esclarecer suas dúvidas.

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