Pokémon Go promove interação social

Por Rafaela Galvão

Lançado em 03 de agosto no Brasil, Pokémon Go é um sucesso mundial. O aplicativo da Niantic já entrou para o Guiness Book com mais de 130 milhões de downloads sendo o jogo mais baixado em um mês, dentre outros recordes batidos pelo aplicativo.

Você, possivelmente, já presenciou cenas de pessoas andando por aí, sozinhas ou em grupos, com celulares a postos caçando pokémons. Pokémon Go é uma febre e, apesar das polêmicas em torno dele, existem aspectos positivos no game. Há relatos de pessoas com fobia social ou dificuldade de interação que estão superando o trauma e saindo de casa para caçar os bichinhos.

De acordo com o Psiquiatra e Psicoterapeuta Guilherme Spadini, os jogos eletrônicos têm um caráter socializador. Spadini acrescenta que “hoje em dia os jogos com maior longevidade são aqueles que estimulam a interação social, a cooperação entre os jogadores e a participação em comunidades onlines”.

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Beatriz exibe seus 57.6 km percorridos

O jogo também pode ser um mecanismo para diminuir a ociosidade. A estudante de Engenharia de Alimentos, Beatriz Mello, viu sua rotina mudada depois do lançamento do Pokémon Go. A jovem, que se considera sedentária, já andou quase 60 km caçando pokémons com o aplicativo. Beatriz conta que sua mãe a incentiva a sair de casa para jogar.

A estudante também relata que passou a se reunir mais com os amigos em busca de pokémons. “É interessante ver as pessoas conversando na rua, compartilhando experiências”, completa ela.

Paulo Pereira é analista de sistemas, mora em São Paulo, e  veio à Campinas visitar sua filha, a pequena Maia. “Costumo jogar quando estou com ela. É algo que fazemos e compartilhamos juntos”, declara Paulo. Apesar do tempo nublado, eles foram juntos ao Instituto de Química, na UNICAMP, para caçar pokémons. O local é conhecido pelos caçadores e passou a ser frequentado por eles.

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Pai e filha divertem-se juntos jogando Pokémon Go

Paulo e Maia são exemplos de famílias que se deslocam para vários lugares com o intuito de jogar. Diferentemente de outros jogos, Pokémon Go faz com que os usuários caminhem e saiam de casa.

Para Guilherme Spadini, esse também é um ponto positivo por causa da “ressignificação” dos espaços públicos. “Você pode não ir à praça na esquina da sua casa. Ou pode ser que você passe por ela todos os dias. Mas quando você sai para jogar e encontra outras pessoas, interage com elas, ri da brincadeira, isso muda o que aquele espaço significa para você”, explica ele.

No entanto, é preciso tomar cuidado. O jogo pode ser viciante e o psiquiatra alerta para o perigo do “controle que o jogos exercem sobre mecanismos cerebrais de recompensa, que reforçam o comportamento de jogar”. O tempo de jogo deve ser limitado para não se tornar um vício. Se usado com responsabilidade, o jogo pode garantir diversão e interação para pessoas de diferentes idades.

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Pokémon Go quebrou mais de cinco recordes e foi para o Guiness Book

Editado por Aline Domingos 

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