Opções de ecoturismo para quem não quer gastar muito

Por Rebecca Veiga

As férias já estão batendo na porta de muita gente, e as buscas por opções para turistar ao menos em um período delas já começou. A economia, como todos sabem, não vai bem e a relação custo-benefício tem sido um dos diferenciais no momento de se escolher um pacote – ou não – de viagens. Aqui na região de Campinas e nas proximidades há possibilidades das mais diversas para o roteiro de viagem de quem quer colocar o pé na estrada, e uma opção que se mostra boa e barata é o chamado ecoturismo.

Segundo o Instituto Brasileiro de Turismo (EMBRATUR) o ecoturismo (também conhecido como “turismo de natureza”) é “um segmento da atividade turística que utiliza, de forma sustentável, o patrimônio natural e cultural, incentiva sua conservação e busca a formação de uma consciência ambientalista através da interpretação do ambiente, promovendo o bem-estar das populações envolvidas”. Ou seja, por meio da apreciação da natureza, o turista consegue conhecer lugares e histórias novas, além de vivenciar experiências diferentes daquelas que uma viagem para grandes centros urbanos traria.

A seguir, confira as dicas de ecoturismo que o Digitais separou para você e que ficam ao seu alcance.

Montanhas

O inverno está chegando e muitas pessoas buscam por lugares em que possam curtir o friozinho. Uma das opções que são encontradas aqui por perto – com aproximadamente duas horas de viagem, segundo o Google Maps – é Monte Verde. É claro que, por ser alta temporada, você não encontrará opções tão acessíveis assim ao bolso. Mas, tomando o devido cuidado, você poderá apreciar as opções disponíveis e, quem sabe, até fazer um bate e volta.

O site de Monte Verde traz praticamente todas as opções de atividades que se pode encontrar na cidade. Com dicas de pousadas, hotéis, chalés, passeios e restaurantes, quem se interessar por visitar a cidade encontrará uma boa ajuda para conhecê-la melhor. Uma das atividades mais praticadas por quem visita Monte Verde é andar de triciclo. O preço varia de acordo com o vendedor, mas gira em torno de, aproximadamente, R$ 100,00 por cabeça. Na rua principal da cidade, é possível encontrar uma diversidade muito grande de pessoas ofertando o serviço, além de outras atividades, como andar a cavalo e bikes, passeio de jipe, trilhas, arvorismo e tirolesa. Em um ambiente montanhês, com temperaturas abaixo dos 10ºC, quem vai para Monte Verde também pode desfrutar a experiência de tirar foto de esquilos, tão acostumados com a companhia dos turistas que quase pulam em suas mãos.

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Esquilo observa turistas no Celeiro Shopping, em Monte Verde / Crédito: Rebecca Veiga

Campo

Com um clima europeu – mais especificamente, holandês – e a apenas 30 quilômetros de Campinas, Holambra é conhecida nacionalmente pelo festival de flores anual, a Expoflora. Porém, a cidade tem muito mais a oferecer. Além dos restaurantes com comidas típicas holandesas, a cidade possui passeios a cavalo, trilhas, além da possibilidade de conhecer o Sítio Estrela do Leste Arurá, que possui um projeto de preservação de jacarés do papo amarelo, além de papagaios e lobos guará. Esse passeio, em específico, custa R$ 12,00, independentemente da idade da pessoa, e tem duração de aproximadamente 60 minutos.

Além disso, em julho acontecem três festivais na estância turística: o Festival de Inverno, que, segundo a Prefeitura da cidade, tem o objetivo de garantir opções de diversão, cultura e arte para os jovens durante o período de recesso escolar, bem como de fomentar o turismo. Também ocorre o Enflor, que é uma feira de negócios feita especialmente para quem trabalha com o mercado das flores. E, por último, o Trekker Trek, uma competição de tratores “envenenados”. As máquinas podem ter até seis motores e puxar cerca de 15 toneladas.

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Trekker Trek, corrida de tratores, em Holambra. / Crédito: Prefeitura de Holambra

 

Mar

Já para quem gosta de ir na contramão e descer a serra, no litoral há diversas ilhas e ilhotas que, embora só acessíveis por meio de embarcações, abriga muito da história de nosso próprio país. Uma dessas ilhas se encontra no litoral norte de São Paulo, em Ubatuba, a chamada Ilha Anchieta. Na época do descobrimento do Brasil, a ilha era habitada pelos índios Tupinambás e Tamoios. No início do século passado, o local serviu como presídio e chegou a ser solo de um dos maiores massacres e rebeliões, ficando conhecida como “rebelião da Alcatraz brasileira”. Para saber mais da história, clique aqui e aqui.

Hoje, porém, a ilha é visitada diariamente por turistas com intuito de conhecer sua história, visitar as ruínas do presídio, além de conhecer as belas praias de areias brancas e águas azuis, onde é possível nadar com muitos peixes.

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Vista do mirante da Ilha Anchieta, localizado em uma das diversas trilhas. / Crédito: Rebecca Veiga

O passeio varia de preço, dependendo da empresa que o turista fecha o pacote. Para chegar a ilha é necessário um passeio de escuna que dura, aproximadamente, 30 minutos. Chegando lá, tem de se pagar uma taxa de aproximadamente R$ 20,00 para entrar na ilha, cobrada para que o projeto ambiental ali feito, tanto com fauna e flora, possa ser mantido.

Editado por: Éder de Oliveira

 

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