Jornalismo Esportivo é tema de debate na Jornada de Jornalismo

Por Leonardo Castro

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Foto: Leonardo Castro

A mesa de debate da manhã do segundo dia da Jornada de Jornalismo foi composta por Isabel GuerraEx-atleta da Olimpíada de 1971, e hoje, professora da Faculdade de Educação Física da PUC-Campinas e Marcel Merguizo, jornalista da Folha de S. Paulo. Marcel explica que em muitos momentos o Jornalismo Esportivo se concentra muito mais no futebol, e em casos de atletas feridos. No esporte, lesões de jogadores são notícia todos os dias. Merguizo refere-se ao jornalista como um narrador de grandes histórias, explica como a vida de um atleta pode ser uma história interessante para contar, e assim, complementar o evento esportivo.

Marcel conta um exemplo: a história de uma atleta olímpica que estava grávida e dependia da um parto normal para continuar com sua carreira nos Jogos Olímpicos. O cônjuge da atleta mantinha contato com Merguizo para contribuir com informações atualizadas sobre o futuro da esportista. Enquanto ela estava indo ao hospital para o parto, o marido da atleta falou para Merguizo qual seria o local de nascimento do bebê, então, o jornalista publicou que a criança nasceria em determinado hospital. Contudo, o atleta não conseguiu chegar ao hospital em tempo, e informação publicada acabou por ser incorreta. Com este exemplo, Merguizo conta mais do que uma história engraçada, mas fala também da instantaneidade das informações e  da importância da precisão dos dados.

A cobertura dos esportes olímpicos é muito complicada. Em um dia normal, a Folha de S. Paulo tem 42 esportes para cobrir, e, geralmente, o jornalista, além de não conhecer a fundo todos eles, não acompanha o esporte de sua preferência. Em uma redação com 20 jornalistas, noticiar o esporte de sua escolha é muito difícil.

O mediador da mesa, Luiz Roberto Saviani, professor da faculdade de Jornalismo da PUC-Campinas, fala que para tornar-se jornalista esportivo, é preciso especializar-se tecnicamente na área e ter conhecimento do esporte para uma melhor cobertura e um maior aprofundamento da notícia.

Quando as publicações referem-se a Jogos Olímpicos ou Mundiais, o público é um importante produtor de conteúdo por meio de redes sociais, por exemplo. “Como jornalista, você deve saber como tirar uma foto , e como escrever para um meio on-line ou impresso. Se você não tem conhecimento, será ofuscado por qualquer pessoa.”, diz o jornalista da Folha.

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Foto: Leonardo Castro

O jornalista tem a obrigação de contar algo novo e diferente. Certa vez, Merguizo perdeu todas as suas mídias para uma matéria devido à interceptação da polícia, mas esse fato não impediu que seu trabalho fosse publicado, e sua história contada. Por essa razão, o jornalista deve ser multifacetado, multifuncional e criativo para fazer suas publicações.

Sobre os esportes paraolímpicos, Marcel diz que são recentes, existem há certa de 22 anos, e ainda terão uma maior cobertura no futuro, porém, mesmo com um maior desenvolvimento, essa cobertura não se aproximará da cobertura das Olimpíadas.

Sim você quere conhecer as dicas que Marcel Merguizo tem para os jornalistas do futuro escute o seguinte áudio:

Editado por Mariana Fernandes.

 

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