Menos de 1% gasta com jogos de celular

Por Victor Hugo Buzatto

Apenas 0,19% dos jogadores das plataformas mobile (celulares e tablets) são responsáveis por 48% de toda a receita gerada por games dedicados a esses dispositivos. Esses dados foram revelados pela consultoria Swrve, empresa especializada em marketing para dispositivos móveis, e revelam que a maioria dos usuários não está disposta a gastar com esse tipo de aplicativo.

Um dos modelos de negócio dos games para plataformas mobile é o sistema Free to play (grátis para jogar), em que o download e a utilização do jogo são gratuitos, mas existem diversas opções de itens pagos – microtransações – como personagens, roupas, armas, níveis, que ajudam o jogador a obter vantagens e auxiliam na experiência.

Usuários

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Cleyton Neri de Souza (Foto: Victor Hugo Buzatto)

O estudante Cleyton Neri de Souza, 16, gastou cerca de R$100 no início de 2016 em conteúdo para o jogo Grand Chase. “A ganância de conseguir tudo que o jogo proporciona e ser o melhor me levou a gastar”. Depois dessa experiência ele afirma que dificilmente voltaria a comprar conteúdo pois poderia alcançar um bom resultado no jogo apenas dedicando mais tempo.

 

 

 

 

 

 

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Vinícius Manoel da Silva Oliveira (Foto: Victor Hugo Buzatto)

Já o estudante Vinícius Manoel da Silva Oliveira, 16, nunca gastou em jogos para celular pois nunca achou necessário. “Não me vem à mente gastar em um jogo que em uma semana vou desinstalar. Gastaria se fosse um jogo que considerasse excelente, algo que fosse fã”, afirma.

 

 

 

 

 

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Regiane Oliveira (Foto: Victor Hugo Buzatto)

A dona de casa Regiane Oliveira, 48, joga para se distrair no tempo livre. Ela prefere jogos de quebra-cabeça, como Jelly Blast e Candy Crush. Mesmo quando as “vidas” acabam, ela não precisa gastar comprando novas, basta abrir outros jogos similares e continuar a jogatina.

 

 

infografico jogadores(Crédito: Victor Hugo Buzatto)

Segundo o estudo, os números não tiveram alteração em comparação com o ano anterior, ou seja, a indústria ainda não encontrou uma alternativa para convencer mais usuários a pagar por conteúdo. A consultoria sugere que uma das soluções seja jogos gratuitos por um período determinado. Outra forma de manter o interesse dos jogadores seria reduzir os privilégios concedidos nas compras, obrigando os jogadores a continuar comprando mais conteúdo.

Editado por Marilisy Mendonça.

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