Centro de memória da Unicamp comemora 30 anos

Por Rodrigo Ferrari

O Centro de Memória – Unicamp (CMU) completou 30 anos em junho de 2015, mas continua comemorando com suas histórias preservadas ao longo do tempo na cidade de Campinas. O órgão vinculado à Reitoria da Universidade Estadual de Campinas, tem como missão captar, organizar, preservar e disponibilizar acervos documentais, sobretudo de Campinas e região.

O Centro visa a produção e disseminação de conhecimentos, assim como promover ações de caráter multidisciplinar para a pesquisa e a extensão relativas à questão da memória.

A ideia da criação de um Centro de Memória na Unicamp surgiu com o Prof. Zeferino Vaz, idealizador e reitor da Unicamp, que contratou o prof. José Honório Rodrigues em 1972 para viabilizar o projeto. Contudo, a proposta não se concretizou e só voltou a ganhar força em 1978 quando o historiador e professor José Roberto do Amaral Lapa soube da iniciativa do Fórum de Campinas de descartar seus arquivos cartoriais.

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Estação Cabras da Companhia Ramal Férreo Campineiro no distrito de Sousas, no ano de 1915. ( Foto: Coleção V8/ Centro de memória- Unicamp).

O começo

Diante desse fato foi estabelecido contato com o diretor do Fórum, na época o Dr. Roberto Teles Sampaio, solicitou que a documentação fosse enviada à Unicamp. Por falta de espaço adequado para abrigar tamanho volume de documentos, cerca de 50.000 processos a transferência não se efetivou.

Em novembro de 1983, as negociações foram retomadas e os juízes Edgard Cruz Coelho e Renato Gomes procuraram o Prof. Dr. José Aristodemo Pinotti, então reitor da Unicamp, buscando, novamente, viabilizar a transferência da referida documentação, que só foi autorizada em 4 de março de 1985, mediante convênio e sob custódia.

Em 11 de julho de 1985 foi oficialmente criado o Centro de Memória que funcionou temporariamente no prédio da Biblioteca Central da Unicamp.No mesmo ano foi destinado pela Reitoria da Unicamp todo o andar térreo do Ciclo Básico para a instalação do Centro de Memória, que já era, notadamente, reconhecido como um dos maiores e mais completos acervos sobre Campinas e região.

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Selo comemorativo para os 30 anos do CMU, feito pela estudante de Arquitetura e Urbanismo da Unicamp Isabella Rebolla ( Foto: Site CMU)

Um acervo para o povo

O recorte temático voltado para a história regional, tem em vista a potencialidade aberta ao publico em geral,  não somente ao pesquisador acadêmico de diferentes níveis.

Isso gera na comunidade em geral, o sentido de ampliar as noções de tempo e de espaço, na relação direta com a de sujeito histórico e de relações sociais.

A criação do logo comemorativo

Em entrevista ao Digitais, a estudante de Arquitetura e Urbanismo da Unicamp Isabella Rebolla, diz que na época do concurso trabalhava na Pró Reitoria de Pesquisa, no setor de projetos e comentaram com ela sobre o concurso para escolher o logo comemorativo dos 30 anos do Centro de Memória. Ela gostou da temática e passou a pesquisar sobre o centro pra ver se ali havia alguma inspiração.

”No site deles tem uma frase que descreve que o objetivo é disseminar e expandir o conhecimento, assim como atrair novos, foi aí que surgiu o conceito do logo.Com seta em ambos os sentidos dos selo, deixando claro que o mesmo deve ir para todos os lados em todas as direções, incluindo o próprio centro” comenta Isabella.

Segundo Isabella, ela passou a usar muito do acervo para diversas pesquisas acadêmicas e até para a própria pró reitoria de pesquisa. ”Eu acho que isto é um dos principais pontos de atenção para o centro: Permitir o acesso a todos á informações de memória da Unicamp e da cidade de Campinas.” conclui a estudante.

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Catedral Metropolitana de Campinas, na década de 1970 ( Foto: Coleção V8/ Centro de memória Unicamp)

Importância para a cidade

Com status de uma editora de pequeno porte, a abrangência dos temas veiculados faz  do Centro de memória da Unicamp, alvo de grande interesse para pesquisadores das ciências humanas e para o público em geral. Além da publicação de mais de centenas de títulos, muitos deles já esgotados, o setor é responsável pela edição de Resgate – Revista Interdisciplinar de Cultura, agora em versão eletrônica.

Todas as áreas do Centro de Memória contam com profissionais especializados (graduados, especialistas, mestres e doutores) que, além de desenvolverem suas atividades junto ao Centro, realizam pesquisas de cunho acadêmico e prestam assessoria a diversos órgãos públicos e privados, mediante convênio de cooperação com a Universidade.

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Agendamento

O Centro de Memória-Unicamp realiza visitas orientadas aos seus arquivos e laboratórios. O agendamento deve ser feito com um mínimo de 15 dias de antecedência, aos cuidados de Silvana Alves, através do email:cmemoria@unicamp.br

É importante que a instituição interessada, ou pessoa física, identifique-se e explique o motivo da visita, o número de pessoas e a data e horário pretendidos para a visita.
Grupos acima de 12 pessoas poderão ser divididos e agendados em horários e/ou dias diferentes.

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