Começa a vacinação contra gripe H1N1 em Campinas

Por Natália Villagelin

foto reproduçao vacinação - crédito Benedito José Filho 3

A vacinação contra a gripe H1N1 começou no sábado (30) em Campinas. O Dia D conseguiu atingir quase 30% do público desejado (o chamado grupo de risco para complicações da doença), e a meta da Prefeitura é vacinar pelo menos 80% dessa população. O município recebeu até agora 155.250 mil doses para serem utilizadas, e no total irá receber 270 mil doses da vacina, conforme recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa), Brigina Kemp, a campanha até agora foi muito positiva, e a meta foi atingida. Foram vacinadas mais de 65 mil pessoas só no sábado, sendo que em 2015, o Dia D vacinou apenas 30 mil pessoas. “Esta vacina é muito importante e deve ser tomada todos os anos. A influenza ou gripe é uma doença que pode ser grave e levar a complicações e óbitos”, explica Brigina.

No Brasil já são mais de 230 mortes relacionadas a gripe, sendo que 119 são só no estado de São Paulo, o que é mais que o dobro dos casos do ano passado. Em Campinas já são 16 casos registrados e duas mortes confirmadas por H1N1.

Fila de espera

Mesmo com o Centro de Saúde do distrito de Sousas abrindo as 7 horas da manhã para iniciar a vacinação, podia-se ver pessoas lá desde as 6 horas da manhã. Cecília Oliveira, enfermeira há quase um ano, disse que ao chegar viu a fila começando já a se formar, porém enxerga isso como um ponto positivo. “Essa fila grande é sinal que as pessoas estão se conscientizando da necessidade de se prevenir, espero que continue assim até o final da campanha”, diz.

Maria Gabriela, de 22 anos e grávida de 7 meses, conta que mesmo tendo que pegar dois ônibus para chegar até o postinho, ela prefere evitar que gere problemas durante o seu período de gestação. “No meu bairro teve casos de suspeita, no jornal a gente vê vários casos de morte e fiquei com muito medo de afetar minha gravidez, por isso prefiro esperar o tempo que for aqui”, justifica.

Acompanhada de seu filho, a moradora da região, Clarice Pereira, de 64 anos, disse que acha importante nessa fase da vida se cuidar, e preferiu vir antes porque tinha medo de acabar as vacinas. “Acho melhor prevenir do que remediar e por isso vim o quanto antes para não correr o risco de ficar sem”.

Já Jéssica Alves, de 34 anos e também grávida de apenas 2 meses, conta que já havia tentado tomar vacina em clínicas particulares, mas não havia conseguido ainda. Com isso, já estava começando se preocupar, uma vez que ela ainda está trabalhando e andando de ônibus diariamente, e tem muito medo que possa acabar se contaminando. “Eu preciso me prevenir como posso, ainda mais estando em lugares com muita gente tossindo perto todos os dias”.

A campanha

foto reproduçao vacinação - crédito Benedito José Filho
Foto: reprodução Prefeitura de Campinas. Crédito: Benedito José Filho

Esse ano a campanha de vacinação está dividida em duas etapas, conforme orientação da Diretoria Técnica da Divisão de Imunização da Secretaria Estadual de Saúde. Começou dia 30 com os idosos, crianças de 6 meses a 5 anos, gestantes, mulheres até 45 dias após o parto e trabalhadores da saúde e trabalhadores da saúde. A vacina protege contra as gripes A (H1N1 e H3N2) e B.

E a partir do dia 9 de maio, a campanha será aberta para pessoas com doenças crônicas, como diabetes, doenças do coração e doenças respiratórias entre outras. A vacinação vai até dia 20 de maio.

Para receber a dose, o paciente deve levar carteira de vacinação ou documento de identidade. Todos os 64 Centros de Saúde do município estão disponíveis no horário de funcionamento de cada unidade.

Para os doentes crônicos, é necessária a apresentação de receita ou prescrição médica. Os pacientes acamados que fazem parte do grupo que deve ser vacinado receberão a dose em casa, de acordo com a programação dos Centros de Saúde.

A gripe e prevenção

A influenza H1N1 é uma infecção causada por vírus que afeta o sistema respiratório, nariz, garganta e brônquios. Os sintomas são febre alta, tosse intensa, dor de cabeça constante, dor nas articulações, falta de apetite, náuseas e vômitos, diarreia, dentre outras. O contágio ocorre de forma direta, através das secreções das vias respiratórias da pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar, ou de forma indireta, por meio das mãos podem levar o agente infeccioso direto à boca, olhos e nariz.

A doença pode apresentar desde uma forma leve e de curta duração até formas clinicamente graves e complicadas. A gripe é responsável por elevada taxa de adoecimento e morte em grupos de maior vulnerabilidade, principalmente no inverno.

Além da vacina, segundo Brigina Kemp, outras medidas são importantes para a prevenção da gripe, como: lavar as mãos, cobrir a boca ao tossir e espirrar e se tiver com sintomas evitar atividades cotidianas. “São medidas que podem ajudar a proteger a população em geral e as pessoas que não estão contempladas pela vacina”, diz Brigina.

Por isso, é muito importante a adoção de medidas que previnem a transmissão. Veja no gráfico abaixo alguns exemplos:

INFOGRAFICO GRIPE H1N1

Edição por Vitor Santos

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