Panorama da crise econômica e política do país

Por Natália Villagelin

Não é preciso ser um especialista na área para saber que o Brasil está passando por grande crise econômica e política. Porém, em meio a tantas informações fica difícil entender e acompanhar tudo que está acontecendo. Pensando nisso, o Digitais fez um panorama da política e economia brasileira para explicar a você, com ajuda do especialista e economista Fábio Iederozza, o que está acontecendo, quais são as previsões para os próximos meses e, principalmente, como isso está e irá te afetar.

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Foto de reprodução PixBay

O que é uma crise econômica?

O processo de desenvolvimento de um país é baseado em um ciclo econômico, que envolve períodos influenciados por diversas atividades econômicas, como o volume de produção, investimento, níveis de renda, preços, taxa de desemprego, dentre outras coisas. Esse ciclo se baseia em quatro fases: o “boom”, o declínio, a depressão e a recuperação.

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Crédito: Natália Villagelin

 

A crise se encaixa entre essas fases e é caracterizada por um desequilíbrio que ocorre em setores isolados da economia. Segundo o professor Fábio Iaderozza, se o nível do investimento da economia declina, consequentemente há um menor crescimento econômico, sendo assim, a retratação do investimento é um dos principais sinais da crise.  “Com um menor crescimento econômico, gera-se menos emprego e renda, e então é caracterizado um ambiente de crise”.

“Crise política é o principal motivo da crise econômica do país”

O que parecia ser um quadro de desaceleração econômica no país se transformou em um período de estagnação, depois veio a chamada recessão econômica, e agora o risco é que o país caminhe para a depressão. Pela primeira vez na história o Brasil registra um ano e meio de recessão da economia, (segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, que começou os registros em 1948).

A recessão citada, que foi configurada no ano passado, é uma situação de retração de investimento por mais de dois trimestres, o que gera diretamente baixo crescimento. Este ano, os resultados ainda não foram divulgados, porém, as expectativas são as piores. Se em 2015 foi uma situação de retração da economia, onde ela regrediu, as previsões para 2016 não são muito diferentes.

Para explicar a crise que o Brasil atravessa, Iaderozza ressalta a necessidade de se levar em consideração os aspectos econômicos e políticos. Dentre os aspectos econômicos, o economista ressalta a política econômica escolhida pelo governo, pois, segundo ele, é uma política que atrapalha o investimento por ser rigorosa, com muito corte de gastos públicos, e de custos mais altos que afetam diretamente a expectativa dos empresários, os quais se retraem e deixam de investir no país.

Mas também não podemos deixar de considerar a crise política que, desde o ano passado, tem tomado graves proporções, e para o economista, é o principal motivo da crise econômica do país hoje. Isso se dá porque, nesse ambiente de crise que estamos vivendo, onde escândalos de corrupção aparecem cada vez mais, a falta de credibilidade e confiança ‘afasta’ investidores, pois mexe diretamente com as expectativas do empresário de lucro a curto prazo. Segundo Iaderozza “o país está completamente parado a um ano e meio, consequência desse ambiente de crise política econômica”.

E os números não mentem, os dados do IBGE divulgaram que o resultado do PIB de 2015, sofreu uma queda de 3,8%, um dos piores índices já registrados. Esses números apresentam um cenário de estagnação dos últimos anos durante o governo da presidente Dilma Rousseff, que em todo tempo de mandato apresentou um crescimento de apenas 1%. O PIB per capita apresentou uma queda de 4,6% em relação aos dados de 2014.

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Crédito: Natália Villagelin

 

Expectativas para o país

Quando o assunto é a expectativa para a recuperação econômica do Brasil, o professor Iaderozza afirma que, em sua opinião, o país só irá começar a mudar em 2018, isso porque o que acontecer daqui para frente – com a presidente Dilma Rousseff continuando no poder, ou se o vice Michel Temer vier a assumir o mandato – a situação não irá melhorar muito, e esse impasse e situação de incerteza vai até 2018.

Para o governo, há um plano com expectativas de recuperação, que envolve o aumento gradual do PIB, a redução da inflação e taxa de juros, e a recuperação do investimento e consumo, com a expansão do crédito. Esse plano foi divulgado mês passado, como um cenário macroeconômico de 2016 a 2019.

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Crédito: Natália Villagelin

Editado por Mateus Souza

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