Grupo de Bauru faz debates por melhores condições dos deficientes físicos

Por Bárbara Cintra

O projeto “Eu Sou Especial”, reúne na cidade de Bauru, interior do estado de São Paulo, mães de filhos com deficiência física, que, através da troca de informações, experiências e histórias, têm o desejo de refletir ações necessárias em prol de um mundo melhor para todos eles viverem.

Dona Maria Lúcia Cardoso faz parte do grupo, e quem hoje a vê se relacionando bem com o filho Warley, não imagina que a luta para se chegar até aqui começou quando o pequeno ainda tinha quatro meses. “Eu sabia que ele tinha alguma coisa, mas não sabia o quê” conta ela que é mãe e pai da criança.

Cardoso descobriu o movimento “Eu Sou Especial” através de Danielle Xavier, uma das idealizadoras do projeto. Segundo ela, o grupo auxiliou muito em seu convívio com o filho. “Quanto maior o conhecimento que a gente adquire lá, melhor é a forma de lidar com o Warley”, diz.

A mãe de Warley conta que a cada dia o filho alcança uma vitória. “Hoje ele tem nove anos, pratica judô e natação. Acredito que com muita dedicação, continuará a ter grandes progressos. A família dele é pequena, somos somente nós dois, mas procuro dar todo o apoio em cada conquista”.

Maria e Warley
Maria Lúcia e Warley: uma história baseada em dificuldades e superação diária. (Arquivo Pessoal)

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 6,2% da população brasileira possui algum tipo de deficiência física. Dentre os tipos pesquisados, a deficiência visual é a mais representativa, atingindo 3,6% dos brasileiros, sendo que é mais comum em pessoas com mais de 60 anos de idade (11,5%).

Ainda segundo o IBGE, 0,8% da população sofre de algum tipo de deficiência intelectual e a maioria (0,5%) dessas pessoas já nasceu com as limitações. Desse total, mais da metade (54,8%) tem grau intenso ou muito intenso da deficiência. Apenas 30% frequentam algum tipo de reabilitação em saúde.

Danielle Xavier, que tem um irmão com deficiência mental, relatou que a dificuldade de cuida–lo em Bauru tem sido enorme, pelo fato de um dos hospitais que orientava esse tipo de paciente ter fechado, além de não haver psiquiatras especializados no assunto, e ela ser obrigada a viajar para outra cidade que possua um tratamento adequado.

Além disso, ainda há de se manter as medicações, algo que não sai barato. Essa é outra preocupação do movimento: cobrar politicas públicas, por melhores condições a essas pessoas:

O movimento organiza palestras quinzenais sobre os mais diversos assuntos, tanto trocando experiências e informações para as famílias lidarem melhor com seus entes queridos, como informações sobre direitos públicos para os deficientes.

Para mais informações sobre o projeto “Eu Sou Especial”, clique aqui.

Editado por Mateus Souza

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