Terapia ocupacional ainda é pouco valorizada na medicina

Por Marilisy Mendonça

A Terapia Ocupacional muitas vezes é desvalorizada e até desconhecida por profissionais da área da saúde. Como afirma a terapeuta Aymêe Fernandes:

Aymêe tem 25 anos, e é formada em Terapia Ocupacional com especialização em Neuropediatria pela UFSCAR. Atualmente trabalha na área no Instituto de Psiquiatria Baehal e na APAE de Itapira atendendo desde recém-nascidos com trinta dias de vida até idosos com 70 anos de idade.

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Aymêe Fernandes, terapeuta ocupacional (Foto: Acervo pessoal/ Aymêe Fernandes)

O tratamento feito por ela em seus pacientes se baseia em ensinar às crianças, adultos e idosos atividades cotidianas como brincar, ir ao banheiro sozinho, tomar banho, pegar um ônibus, pagar uma conta, entre tantas outras coisas que fazemos quase “sem perceber”. Atividades que para algumas pessoas são muito complicadas, por conta de um atraso no desenvolvimento, problema neurológico ou mesmo avanço da idade. Por esse motivo seu trabalho é muitas vezes banalizado pelas pessoas.

A terapeuta conta que é apaixonada por seus pacientes, e que é muito natural tratar de casos especiais, tendo sempre uma grande sensibilidade e um cuidado especial com as histórias de seus pacientes. “A terapia ocupacional foi se tornando parte de mim. Não me vejo fazendo outra coisa” finaliza Aymêe.

Uma amizade especial
Lara Dellu Leite, tem 21 anos e cursa o quinto ano do curso de Direito na Puc Campinas. Durante dois anos de sua adolescência a jovem recebia com frequência  a visita de  Patrícia Ribeiro, sua terapeuta ocupacional,  ou segundo as palavras da jovem uma “amiga especial”: “Ela vinha na minha casa, conversava comigo como se fosse uma amiga e não uma profissional, e como eu era uma adolescente bem rebelde foi muito saudável”.

Para Lara o tratamento recebido foi fundamental e indispensável, já que a forma como sua terapeuta ocupacional a tratava, com conversas cotidianas sobre namorados, novela e amigos a fazia  se abrir e contar os sonhos, vontades e problemas que a afetavam, depois de seu pai ter sofrido de ELA  (Esclerose Lateral Amiotrófica).

Lara conta ainda que não havia o mesmo resultado quando ia a um consultório psicológico, ela relata que “Quando eu ia na clínica falar com a psicóloga eu acabava mentindo, inventando, falava que estava tudo bem quando não estava”.

 

Editado por: Gabriel Furlan

 

 

 

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