Renda de customização ainda é difícil

Por Marilisy Mendonça

Letícia Beatriz de Barros Brito, de 23 anos, formada em Matemática Aplicada e Computacional pela Unicamp, trabalha com venda de calçados customizados. Ela afirma que a geração de renda exclusivamente a partir desse tipo de trabalho é difícil, uma vez que “é um trabalho manual, gasta-se muito tempo em cada tênis e para conseguir viver disso eu teria que cobrar muito mais caro. E eu acho que as pessoas não estariam dispostas a pagar”.

Marcela Pires, de 37 anos, é artesã e trabalha há dois anos com artesanato e vendas on-line na plataforma Elo7. Sobre as dificuldades ela afirma: “eu não acho que os produtos customizados ou artesanais estão em alta, mas acho que tem um público fiel. Acho que dependendo do padrão de vida, dá pra viver do artesanato, mas é difícil pela instabilidade, pois não tem venda certa, cada mês é uma surpresa”.

As artistas concordam que a customização é um mercado difícil, com vendas instáveis.

Há um ano, Letícia iniciou por conta própria seu trabalho de customização de tênis e alpargatas em sua loja on-line, Pistache Azul. Através dos pedidos no site, ela desenha e colore manualmente os produtos para os clientes.

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Processo de customização feito por Letícia.

Imagem: Letícia Beatriz de Barros Brito

Os preços dos tênis e alpargatas produzidos por Letícia variam de R$ 200 à 250 o par. Segundo a artista, a procura por seus produtos é grande, sendo que ela leva cerca de três dias para desenhar, pintar e finalizar os desenhos de cada par encomendado.

Para cada par de sapato vendido, Letícia fatura entre R$ 70 e 80, gerando um lucro de R$ 400 por mês, em média. As vendas são feitas exclusivamente on-line, através de seu site, e a divulgação de seu trabalho é feita por meio das redes sociais, incluindo o Facebook, Twitter e Instagram, no qual possui, atualmente, 638 seguidores.

Segundo Letícia, os calçados customizados são um diferencial do mercado, pois “as pessoas gostam de exclusividade e, portanto, da customização, com a possibilidade de escolher um tema, uma imagem específica, algo que você não encontraria facilmente numa loja comum”.

Os produtos de Marcela são direcionados ao público infantil e produzidos apenas por ela, que afirma ser apaixonada por cores, estampas e tecidos. Seus produtos custam em média R$ 20, gerando faturamento de cerca de R$ 1500 por mês, trabalhando apenas com a venda de seus produtos em sua loja on-line, Ateliê Juju Maravilha, e divulgação no Facebook.

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Produtos para bebê feitos por Marcela Pires.

Imagem: Marcela Pires

Atualmente, a moda sustentável não é mais novidade para os jovens, principalmente entre as mulheres que, hoje, têm acesso a um vasto mercado de produtos customizados como roupas, sapatos e acessórios. Seja na internet, em bazares, ou mesmo em brechós, os produtos customizados chamam a atenção, pois possuem como principal característica a exclusividade.

Entendendo as diferenças:

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Para saber mais sobre customização, leia aqui a matéria de Andressa Simão para o Digitais.

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