Jornalismo como sacerdócio

Por Ciro Martins Pires de Oliveira

Rose Guglielminetti

Rose Guglielminetti, com seus 43 anos facilmente questionáveis, brincou que de fora sua vida pode parecer com o mundo de Poliana, extraindo através do “jogo do contente” luz até nos momentos mais sombrios e mantendo a positividade perante os embates da vida. A semelhança pode se dar também pelo 1 metro e meio de altura, provavelmente não muito diferente da protagonista órfã no romance de Eleanor H. Porter de onze anos. Casada há 27 anos com Luiz, com quem teve Luiza de 12, Rose diz sem hesitação: “casava de novo”. Movida por sua fé, os calos em sua mão e os olhos fixos aos meus enquanto conversamos entregam uma vida inteira dedicada a ouvir e discorrer sobre a história de vida de outras pessoas.

Jornalista há quase 20 anos, se considera uma mulher realizada e garante que se a aposentadoria chegasse mais cedo hoje, teria sensação de dever cumprido, e não é por modéstia não. Formada em 1996 começou a carreira com assessoria de imprensa e desbravou as principais redações da região, entre elas do jornal Diário do Povo e do Correio Popular. Hoje atua como editora do Jornal Metro em Campinas (uma redação comportada por cinco pessoas), editora-chefe do Jornal da Band (com 26 pessoas na equipe) e alimenta o Blog da Rose, sobre política. Criado em 2011, o blog possui como temática os bastidores da política campineira e é um dos mais lidos no Portal da Band. Por acreditar que o jornalismo é um meio transformador, a “ranheta”, adjetivo atribuído por ela mesma, já se justifica (um vício jornalístico) dizendo que suas matérias fizeram a diferença.

“Quando a semana acaba não leio e nem assisto a jornais”, ela conta como uma necessidade para manter sua sanidade. Nos finais de semana orienta um grupo de mulheres na Igreja do Nazareno, onde atua como pastora auxiliar. O olhar jornalístico aprendido ajudou a enxergar além do que está na frente dela para conseguir ajudar essas famílias com mulheres que sofrem ou sofreram abuso dentro do ambiente familiar. De certa forma, o seu lado jornalístico é uma constante em sua vida. Produzindo matérias ou não, Rose dedica o seu tempo de ócio ao ofício (mais um vício jornalístico).

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