É moço, é Anderson Moço

Por Jaíce Silva

Anderson Moço“Eu ainda vou trabalhar aqui!” exclamava o jovem rapaz, ao passar em frente ao prédio da Editora Abril sempre que ia para São Paulo. Anderson Moço, Dedê, é um gaúcho que cresceu em Porto Alegre até os dez anos, quando sua família se mudou para Tupã no interior de São Paulo. Desde criança ele era apaixonado pelos livros, sempre gostou de ler e escrever lindas histórias, um romântico. Aos dezesseis anos, veio para Campinas para fazer faculdade de Jornalismo.

O jovem que deixou a cidade de 60 mil habitantes para estudar na PUC, sempre procurou entender coisas complexas e traduzi-las em forma de texto. A mídia, televisão, rotina de jornal nunca o motivou, as suas expectativas estavam centradas em relatar o mundo de uma forma bonita e interessante para quem quisesse apreciar.

Para ele, a faculdade de jornalismo é muito livre, onde se entende e discute novas possibilidades, onde as pessoas fazem amizades pelo jeito de pensar. Aberto a muitos outros mundos, ele se destacava na universidade. Ele lembra com carinho dos muitos amigos – que tem contato até hoje, 10 anos depois -, das aulas de teatro com o professor Paulo Afonso, da união de seus amigos, das aventuras que era morar sozinho, de andar pelas cantinas (que hoje não existem mais) espalhadas pelos prédios, conversar com pessoas de outros cursos, sempre somando experiências interessantes.

Assim que se formou, se inscreveu no Curso Abril de Jornalismo, concorreu com cerca de 2 mil pessoas e ficou entre as 50 aprovadas. O curso é gratuito, mas só oferece vale refeição. Foi assim que o Dedê com disposição e bom humor – que é uma característica marcante dele – vendeu tudo o que tinha em Campinas (de panelas à cama) e foi pra São Paulo. Com o tom de voz alto e simpatia sempre presente, ele conquistou o seu primeiro emprego onde sempre sonhou estar.

Na Editora Abril ele trabalhou por sete anos e meio, foi crescendo e se destacando. Quando ele descobriu que queria alçar maiores voos e encontrar novas possibilidades para a sua carreira, foi finalista do prêmio Esso, outro sonho realizado e também o ponto máximo que ele queria chegar à carreira de jornalista.

Hoje com 30 anos, o Moço que hoje é gerente da Agência Ideal, não exerce mais o jornalismo de regras e rotina agitada, mas faz comunicação, como ele aprendeu cedo dentro de casa,  explorou aqui na faculdade de jornalismo e se aperfeiçoou, seguindo seus instintos e fazendo a sua história, se inspirando na vontade de acertar.

Ele desenvolve editorias de conteúdo, desenvolve linguagem visual, conversa mais com o cliente e edita mais que escreve. É um trabalho do que ele fazia em revista, mas hoje o “pensar” lhe é mais exigido que o escrever. Assim ele ensina aos seus estagiários que muito, ter uma boa escrita e “achar o máximo fazer o que faz, são os atributos essenciais de um bom jornalista”.

Anderson Moço Anderson diz que para conseguir conciliar vida profissional e pessoal é preciso buscar ser feliz em todos os momentos. Não existe felicidade plena, porém também não existe felicidade pela metade. Enquanto viver, no trabalho, em casa, com a família, é preciso ser e estar feliz consigo mesmo.

Talvez aqui, apesar da liberdade e das grandes oportunidades, ele sentisse falta de algo mais, uma explanação, uma explosão, onde os sentidos não ficassem escondidos, mas se aflorassem na medida em que isso fosse capaz de se fazer entender. Talvez a escrita, que é a base do jornalismo, fosse mais explorada e de fato isso fosse sentido, tocado, como existem as cores e os movimentos das árvores, de forma natural é que tudo deve acontecer.

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