Um jornalista apaixonado pela literatura

Por Camila Yano

Pendia entre o jornalismo, o direito, letras e tradução. O amor maior é a literatura. Fernanda Saraiva Romero, de Ourinhos, no interior de São Paulo e cidade natal de Ademar Lopes, foi sua professora no primeiro colegial. Escritora infantil e uma personalidade na cidade, ela, sem querer, o colocou neste rumo. Com as aulas de cultura e literatura brasileira, Ademar entendeu que tinha que seguir essa área, ainda com quinze anos.

Mesmo com a certeza ainda no colegial, ele achou que ainda pudesse gostar de matemática. Como passatempo, gostava de fazer plantas baixas de edifícios. “Fiz um curso técnico de engenharia mecânica, mas nada a ver comigo”, concluiu.Ademar Lopes

Na busca pela resposta para “o que você quer ser quando crescer?”, Ademar pensou no sonho de ser escritor e no jornalismo. Assim, buscou um curso que o ensinasse a escrever profissionalmente para que, no futuro, ele se dedicasse à literatura. Ingressou na PUC-Campinas em 1984, assim que terminou o terceiro colegial.

Ao longo dos anos, Ademar passou pelo jornal Impacto, em Mogi Mirim, Diário do Povo e a revista O Mês, em Campinas. Quando o pai faleceu, em 1991, beirava os 25 anos e resolveu trabalhar na empresa em que ele trabalhou 30 anos.  “Estávamos em tempos de recessão, então não fiquei muito tempo lá. Achei ótimo”. Em seguida, foi contratado como revisor do Círculo do Livro, devido ao desempenho antes mostrado, como revendedor de livros.

Sonhava com a possibilidade de ser gerente da delegação do Círculo do Livro em Campinas, mas ficou apenas três anos devido ao fechamento da empresa. Ao mesmo tempo, estreou na literatura em 1986, com o livro de poemas Espelho. Aisthêsis, o segundo, foi publicado em parceria com a amiga e artista plástica Annecy Giordani.

Após terminar o curso de jornalismo, em 1988, Ademar fez pós-graduação em jornalismo literário. No mesmo ano, ele iniciou uma pesquisa sobre jornalismo infantil, feito por crianças, das décadas de 1950 a 1980. Este trabalho culminou na publicação do livro Memórias do Nosso Cantinho, em 1990.

A atuação de mais de 15 anos com crianças e jovens como voluntário em uma entidade filantrópica de Campinas despertou, meio por acaso, a criação de histórias infantis, especialmente preocupadas com o meio ambiente e com os valores éticos. Dessa experiência, nasceram, por enquanto, quatro livros: Viravirou – Uma história de reciclagem, Nadine – Uma gota no oceano, Riomar e Júlio Rei e a moeda mágica. Em 2010, lançou 13 Histórias de Medo, uma coletânea de contos.

No meio tempo, Ademar começou a fazer o curso de direito, em 1999, “porque queria mudar de vida”. Sem desgrudar do osso literário, ele cismou que queria ser juiz. Chegou a concluir o curso, mas logo no início percebeu que as vontades passam.

Em 2005, passou no concurso e começou a trabalhar do Fórum Regional da Vila Mimosa, em Campinas. Ficou lá por três anos e foi chamado para ser servidor do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, em 2008. Desde então, exerce o jornalismo na justiça trabalhista.

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