Cotidiano jornalístico: um contato direto com valores da profissão

Por Nina Ferrari

O campineiro e jornalista Gustavo Abdel, do Correio Popular, responsável pela editoria de Cidades, ex-aluno da PUC-Campinas, defendeque a maior importância no jornalismo é a noticia chegar às pessoas.E acredita que sujeitos com mais tempo se dedicam mais à leitura de maneira diferente daquelas que estão no dia-a-dia da cidade.“Eu faço jornalismo para o povão”, desenvolvendo textos claro e simples, para não dificultar a comunicação.Ele defende o jornalismo que conversa de igual para igual para com seu público, assim como os diferentes veículos escrevendo para diferentes públicos. O trabalho que desenvolve no jornalismo diário é intenso e aborda de tudo. O dia-a-dia do profissional começa com a primeira fome da manhã que é por informação.

Com o Jornalismo Diário o profissional se vê pegando a apostila referente ao conteúdo de Ética e Jornalismo do professor da PUC-Campinas Marcel Cheida, para refletindo questões da profissão. Há dois livros que estão esperando na estante para ler, mas há um ano não consegue tempo para se dedicar a eles. Apesar da dedicação à leitura e estudo de conteúdos da graduação, ele acrescenta.“Na nossa profissão não fica mais que um ano”, e confirma com exemplosde suas vivências pessoais e profissionais. Confessa que está fazendo um ano que está no correio e que começa a ter tremor.
O tempo é problema também na produção de conteúdo jornalístico. Devido ao tempo muitas vezes as matérias são feitas por telefone e outros fotógrafos realizam as fotos. Para Abdel o Jornalismo é uma profissão que ninguém te resguarda, mas gosta de lembrar que “a gente existe para informar e prejudicar quem merece por não respeitar todas as pessoas”. O gosto por sair para rua, o andar a pé, pegar ônibus, para ele o aproxima da buscar pela notícia e da necessidade de estar presente na rua ainda mais para quem trabalha nas editorias de cotidiano apesar de comentar que atualmente é comum não sair muito à rua.  Ele descreve seu papel de jornalista investigativo ao agir dessa forma, em busca de um gancho, garantindo sua posição dentro do Jornal. “Você tem que olhar tudo”, diz, assim como apurar e aprofundar, sempre atento ao que é estranho, buscando a crítica.
Tudo começou com sua primeira faculdade, Engenharia Agronômica, onde não satisfeito, voltou a sua cidade natal e prestou jornalismo. No segundo ano conseguiu seu primeiro estagiou dentro da PUC-Campinas, no segmento de online.Paralelo a isso veio sua vaga no Correio divido a oportunidade de vivencia e ficou lá por meio ano, passando por tudo. Característica desse ramo profissional que há multifuncionalidade. Formado, foi para área de Assessoria de Imprensa, depois de um ano passou a assessorar o Sindicato dos Bancários de Campinas, onde também ficou por um ano e antes de entrar no Correio também trabalho no Jornal de Jaguariúna, no Jornal de Holambra, e no jornal Todo Dia de Americana por um ano. Gustavo é dono de uma biblioteca com muitos livros, lê Estado, Folha e Correio, para se informar das pautas dos outros jornalistas e sersempre atualizado.

nina

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