A geração que já nasceu pronta

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Imagem: Revista Tatuapé

Por Mateus Badra e Tiberg Lima

Eles estão completamente ligados à internet, são críticos, autodidatas, dinâmicos, sabem realmente o que querem. Nascidos depois de 1995, essa é a faixa etária dos chamados “nativos digitais” ou mais conhecidos como a Geração Z. A letra que lhe foi designada vem do verbo “zapear”, a definição não poderia ter sido melhor para um grupo que está cada vez mais inserido no mercado de trabalho.

Segundo o psicólogo Alberto França, essa é a geração que já nasceu conectada e que pode revigorar um mercado de trabalho convencional. “São jovens em geral, com uma visão de mundo totalmente diferente das outras gerações, com certeza eles encontrarão muitos conflitos, mas têm a capacidade de quebrar velhos paradigmas “, diz Alberto.

Buscar reconhecimento e experiência, estabilidade ou renumeração, o que será que esses jovens buscam em um emprego?  O Digitais foi atrás de alguns estudantes e realizou uma enquete. Dos aproximadamente 50 alunos consultados, o reconhecimento e experiência são prioridades no ambiente de trabalho, já a renumeração não foi considerada a mais relevante em nenhum dos casos.

“Para mim tudo é mais fácil quando feito em grupo. Sem contar que uma equipe consegue alcançar muito mais metas e objetivos”

Ainda de acordo com o estudo, constatou-se que eles preferem trabalhar em grupo do que individualmente. “Para mim tudo é mais fácil quando feito em grupo. Sem contar que uma equipe consegue alcançar muito mais metas e objetivos”, disse a estudante de jornalismo, Amanda Pattaro.

Em vista da super competição do mercado e do individualismo no ambiente de trabalho, a Geração Z tem um perfil mais colaborativo e de compartilhamento, assim afirma o empresário Miguel Torres. “A preocupação deles não é com salário ou estabilidade, eles querem desafios, querem novas experiências e reconhecimento, querem sentir que fazem diferença também no trabalho”.

Ricardo Fonseca faz parte dessa geração. Aluno de comércio exterior, o mesmo já trabalha e contou para o Digitais um pouco sobre o que busca dentro desse mercado.

Comportamentos

Saber lidar com mudanças, por serem jovens e com pouca experiência, talvez seja um fator no qual eles enfrentam mais problemas. Mas por meio da enquete descobrimos que alguns deles até lidam bem com as mudanças, é o caso de Henrique Hein e Louise Fávaro que, respectivamente, dizem conseguir se adaptar normalmente e muito rápido a tais obstáculos.

“Neste ponto não existe meio-termo, ou eles apoiam a ideia ou a rejeitam totalmente. Hoje é normal o jovem abandonar o trabalho quando está desmotivado e até mesmo contrariado”

Mas em uma situação, em que eles não estejam satisfeitos com o ambiente de trabalho, porém tenham estabilidade e uma boa remuneração, os mesmos relatam que tentariam conversar com seus chefes para buscar uma solução. Já os demais estudantes ouvidos disseram que iriam preferir mudar de emprego.

A capacidade de adaptação desses jovens no mercado de trabalho é contraditória, relata Torres. “Neste ponto não existe meio-termo, ou eles apoiam a ideia ou a rejeitam totalmente. Hoje é normal o jovem abandonar o trabalho quando está desmotivado e até mesmo contrariado “. Ele ainda comenta que esta atitude gera muitos conflitos nas empresas.”Os jovens tem que entender que as entidades não conseguem mudar tão rápido, já as mesmas tem que aprender a fazer concessões para conseguir reter os novos talentos “, concluiu o empresário.

Imagem: Tiberg Vieira Lima
Imagem: Tiberg Vieira Lima

Tempo de trabalho

Há quem trabalhe desde o ensino médio, desde que entrou na faculdade ou quando iniciou o segundo ano. O estudo, nesse caso, apontou uma variação. Mas, em relação ao tempo de trabalho que eles acham que é o ideal para ser promovido, a maioria acredita ser entre um e três anos . Outros comentaram que um ano ou menos, ou ainda até mais de cinco, que de acordo com Fernanda Lavorini, é “justo”.

Problemas dos “nativos digitais”

Segundo a Catho, essa geração que chega ao mercado de trabalho tem como forte característica executar multitarefas, ou seja, realizar várias atividades ao mesmo tempo. Contudo, se esse fato pode ser positivo por um lado, há um outro lado negativo também. Para eles, os jovens não tem o foco como destaque e, consequentemente, podem se tornar profissionais dispersos que se concentram muito menos em uma só ocupação.

O que é a Geração Z

De acordo com a TecMundo, “alguns especialistas chamam de Geração Z uma geração que nasceu sob o advento da internet e do boom tecnológico. Videogames super modernos, computadores cada vez mais velozes e avanços tecnológicos inimagináveis há 25 anos: esta é a rotina dos jovens da Geração Z”. É a definição sociológica para definir as pessoas nascidas na década de 90 até o ano de 2010.

Editado por Samuel Garbuio

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