Lei determina que renda familiar será critério de desempate em faculdades públicas

Por Fernanda Lavorini

O Diário Oficial da União publicou na última quinta-feira (5), uma lei que determina a renda familiar como critério de desempate em vestibulares de faculdades públicas, sancionada pela presidente Dilma Rousseff.

A publicação informa que quando existir mais de um candidato com o mesmo desempenho, será selecionado aquele que comprovar renda familiar inferior a dez salários mínimos ou menor renda familiar.

A lei está em vigor,  anteriormente cada instituição estabelecia o próprio critério, como por exemplo a Unicamp que já havia publicado os editoriais do Vestibular 2015 e 2016.

 

Crédito: Fernanda Lavorini

Crédito: Fernanda Lavorini

Ordem que são apresentadas pelo Art. 14

Crédito: Fernanda Lavorini

Crédito: Fernanda Lavorini

Adaptação 

A assessoria da Unicamp afirma que não há uma resposta de quando será aplicado o critério e que a faculdade tem seus métodos já definidos no editorial para 2016, no qual não inclui a nova lei. Porém, é possível que os próximos sejam adaptados a nova lei já que foi aplicada a todas as faculdades públicas.

Os editoriais podem ser encontrados no site da Comvest

Divergências

A estudante Amanda do Amaral, de 16 anos,  pretende prestar Arquitetura na Unicamp e USP o ano que vem e afirma que a lei é injusta. “Não sou a favor ao critério de renda familiar para desempate, acredito que é uma ação de injustiça já que o dinheiro não define o esforço de cada um, o que pode ter renda familiar alta pode ter se esforçado para conquistar a vaga, cada um deve se esforçar para sobressair”

Para o estudante Wellington Santos é uma maneira desigual mas que poderia abrir oportunidades. “É desigual, quem tem mais renda teve a mesma capacidade, por outro lado poderia ser uma oportunidade para aqueles que não podem pagar a faculdade, porém não devemos desprezar os que podem pagar, porque temos que avaliar a capacitação do ensino e não condição de vida que eles levam”, afirma.

O estudante Gabriel Garotti de 17 anos ainda não decidiu o curso que irá prestar, porém já definiu opinião sobre a lei. Para ele essa não seria a melhor alternativa para acabar com o problema da educação no  país, pois, apesar das classe sociais e das diferenças econômicas, o problema educacional se estende. “Eu tenho um olhar crítico em relação a este assunto, talvez essa não seja a melhor medida para resolver problemas não só econômicos mas sociais no Brasil, como a educação.  Misturar as classes sociais com o sistema educacional não é a melhor solução”.

Editado por Vitor Domingues

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s