Estado diminui repasse as universidades paulistas

Por Fernanda Lavorini

O Estado reduziu a previsão de repasses para três universidades paulistas: USP, Unicamp e Unesp. A queda no orçamento de 2016 em comparação com a previsão em 2015 é de 4,1%. A diminuição esta relacionada com a estagnação da economia do cenário atual.

A previsão de repasses em 2015 era de R$9,8 bilhões, já para 2016 são estimados 9,4 bilhões. Este ano as instituições diminuíram os gastos no orçamento e apresentaram déficits maiores do que os previstos para 2015.

A Universidade de São Paulo (USP) prevê neste ano um déficit de R$ 1.130 bilhão a mais do que os R$ 4,649 bilhões previstos, isso significa que vai gastar mais do que deve receber do governo estadual. No ano passado, a previsão inicial de deficit orçamentário era de R$ 575 milhões. Ao fim de 2014, o gasto da reitoria além dos repasses do Estado foi de R$ 795 milhões.

Crédito: Fernanda Lavorini
Crédito: Fernanda Lavorini

A Assessoria de Economia e Planejamento (Aeplan) da Universidade Estadual de Campinas informou com base na última revisão, que a Unicamp deve terminar o ano com déficit de R$ 91,7 milhões, valor 135,9% superior ao saldo negativo de R$ 35,1 milhões acumulado em 2014.

Crédito: Fernanda Lavorini
Crédito: Fernanda Lavorini

Gastos

A receita vinda do Estado é utilizada no caso das três universidades para os salários dos professores e técnicos. A USP por exemplo, usa 102% dos repasses. A universidade já reduziu as contratações e reformas. No começo do ano foi realizado um plano de demissão voluntária, saíram cerca de 1,4 mil dos 17 mil servidores.

A Unesp prevê usar mais do que recebe do Estado para pagar os funcionários , de acordo com os dados divulgados este ano pela Assessoria Especial de Planejamento Estratégico – AP.

A Aeplan da Unicamp prevê finalizar o ano com 94% dos repasses. Em 2014 os reitores pediram ao governo aumento da cota de ICMS de 9,57% para 9,907%, porém não aconteceu. A versão da assessoria sobre o déficit orçamentário mostra que a despesa com energia na Unicamp deve ser de R$ 3,1 milhões a mais, embora  tenha reduzido em 3,1% o total de kWh (quilowatts-hora) de janeiro a junho, em relação a 2015. Nos primeiros seis meses deste ano, a universidade utilizou 3,2 milhões kWh.

Consequências

A universidade campineira economizou água de janeiro a junho, um total de 36,5 mil metros cúbicos, redução de 7,4% comparado ao ano anterior. Porém terá alta acumulada de 22% do pagamento a Sanasa, de acordo com a previsão da Unicamp, que estima poupar R$ 26 milhões até dezembro.

Em junho de 2012 o saldo da poupança da USP recuou R$ 3,6 bilhões, para  R$ 1,5 bilhão atualmente, com previsão de comprometimento de 104% (folha salarial).

Editado por Maria Clara Lourençon

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