Lojistas usam tecnologia como aliada no mercado

Por Giovanna Breve

Gustavo Serra, um dos criadores do aplicativo Vitrine de Bolso, mostrando como funciona o serviço. Fonte - Giovanna Breve
Gustavo Serra, um dos criadores do aplicativo Vitrine de Bolso, mostrando como funciona o serviço. Foto: Giovanna Breve

“Enquanto uns choram, outros vendem lenço”. É assim que Gustavo Serra define os momentos de crise que o país está passando. O dólar até a última cotação custava R$3,91 no mercado atual. Entre as demissões e a queda das vendas, comerciantes utilizam diversas formas para atrair clientes e alavancar os negócios.

Bel Balestra está nessa lista de empresários em busca de inovações. Ela e a irmã criaram a Icon Store, loja de roupa. E momentaneamente conseguem manter a renda mensal, vendendo peças na loja física e usando o Whatsapp e o Instagram como forma de gerar lucro. “Nós vimos o ‘whats’ como uma forma mais rápida de vender, porque tudo que postamos é vendido no mesmo momento. Vamos todos os dias pro correio”, explica.

Aplicativo

Recém-formado em engenharia da computação pela PUC-Campinas, Gustavo é um dos criadores do Vitrine de Bolso, aplicativo que aproxima o consumidor dos produtos que mais gosta, sem sair de casa. “O consumidor pode seguir as lojas, curtir as peças, escolher para reservar, fazer combinações de diversas peças, com exceção da compra, é uma forma de extensão da loja”, conta.

O aplicativo teve início durante o PUC-Campinas Empreende, programa da universidade que financia e apoia alunos com projetos de empreendedorismo. Foi lançado no final do ano passado com intuíto de ajudar os lojistas. “A ideia surgiu porque eu sempre comprava minhas roupas em lojas físicas e me peguei pensando ‘nossa posso estar perdendo melhores oportunidades, não só de tempo e preço, mas também de estilo”, comenta.

Entenda como funciona o aplicativo:

Apesar de ainda não ter a compra online, o aplicativo dá a oportunidade do comprador ter contato com o vendedor evitando golpes e pode conhecer outros produtos da loja . Gráfico - Giovanna Breve
Apesar de ainda não ter a compra online, o aplicativo dá a oportunidade do comprador ter contato com o vendedor evitando golpes e pode conhecer outros produtos da loja . Gráfico – Giovanna Breve

Desvantagens

Arriscando, os comerciantes e os empreendedores nem sempre tem resultados esperados com certas escolhas, como relata Bel. “Já sofri alguns imprevistos pelo celular porque como é algo sem contato visual, a pessoa acaba se sentindo na liberdade de ‘não dar tanta importância’ em desistir de uma peça, por exemplo” afirma.

Quem também cometeu erros foi Gustavo, durante a criação do aplicativo. “Já aconteceram muitos erros, desde bobos do tipo ‘ah vamos imprimir uns flyers e deixar nas lojas para eles darem para as pessoas que entram lá, só que deixamos um bolo lá e como vamos contar se há um resultado porque a gente não contou quanto que a gente deu para cada loja (risos)” comenta.

Concorrência

Com o investimento, o aumento de concorrência vêm como consequência, sendo um desafio a mais para o comerciante. “A concorrência não para de crescer! É impressionante como cada vez mais tem novas lojas no insta” relata Bel. Mas apesar de ser algo mais pessoal, é no Whatsapp que ela vêm investindo e ganhando clientes. “A gente consegue dar uma atenção melhor! Passar as medidas, falar como realmente veste, se fica legal em tal tipo de corpo, dar dicas de look para alguma ocasião especial e além disso, a gente passa a conhecer a cliente! A gente já sabe o nome, o estilo de roupa que ela gosta, como é seu corpo, o que fica bom ou não, isso é importante! As clientes adoram esse contato que a gente tem”, explica.

Os dois lados da moeda

“A gente sentiu um pouco de dificuldades, mas o outro lado da crise veio muita oportunidade. Os lojistas estão com muita dificuldade de vender, então eles estão mais abertos a tentar coisas novas, inovar porque eles não querem morrer. A dificuldade é que não conseguimos parceria com algumas lojas porque a pessoa está em crise e estagnou, mas por um outro lado, quem quer sobreviver, conseguimos parceria” relata Gustavo sobre as tentativas de fazer parcerias com as lojas em Campinas.

Em tempos como esses que é preciso arriscar e, o mais importante, acompanhar o que os concorrentes fazem e ter foco. “Nós já acompanhamos várias [lojas] que começaram e desistiram, ou começaram e estagnaram. A gente gosta de observar bastante os nossos concorrentes, pra mudar o que é necessário, melhorar alguns pontos. Mesmo em meses mais complicados, nós não deixamos de postar fotos, nem atualizar as roupas da loja. Não pode desanimar. Então talvez isso seja um ponto forte. Que apesar de todos os concorrentes, estamos conseguindo crescer cada vez mais. Temos a loja há 2 anos e conquistamos quase 25 mil seguidores no Instagram, o que é uma grande vitória, analisando os concorrentes”, explica Bel.

Editado por Mariana Dandara

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