‘Talk Show Arte da Cidadania LGBT’ é apresentado na Unicamp

Entre outros temas, convidados debateram direitos da população LGBT
Entre outros temas, convidados debateram direitos da população LGBT. Foto: Samuel Garbuio

Por Samuel Garbuio

Um evento para quebrar paradigmas e preconceitos por meio do diálogo e da arte, reuniu no Auditório do Instituto de Artes da Unicamp, na noite desta quinta-feira, (27/08/15), artistas, entrevistados, atores sociais e expectadores que puderam experimentar um exercício de reflexão sobre cidadania, diversidade, arte e cultura LBGT dentro das universidades e nos espaços urbanos, ambientes que abrigam especificidades cada vez mais presentes no nosso cotidiano.

Assim foi o “Talk Show – Arte da Cidadania LGBT”, que trouxe como tema “Uma revolução social por meio de uma revolução estética”. Com debates entre os entrevistados e apresentações artísticas, a intenção foi dialogar com o público a fim de promover o respeito, os ideais artísticos e movimentos politizadores e educacionais que combatam a lesbohomobitransfobia, o sexismo e o machismo. Além disso, promover o acesso às linguagens artísticas como linguagem transformadora contra opressões e a reflexão sobre arte, de modo lúdico e atraente.

Para a troca de conhecimentos e saberes, o evento contou com expressões artísticas como música, dança, artes cênicas e visuais, audiovisual, fotografia, circo e literatura. De acordo com o idealizador do projeto cultural de cunho socioeducativo, Hugo Romano Mariano, os artistas foram convidados para apresentar uma arte que possui elementos já reconhecidos enquanto arte LGBT, mas que pudesse subverter tais demarcações, ou até mesmo negar. Segundo ele, o propósito foi promover a diversidade e a não-guetização. Durante o evento, 41 pessoas passaram pelo palco, entre apresentadores, entrevistados e artistas.

Dança-sapateado “Rio que vai”, por Cristina Santos, Bruna Duarte, Graciela Soares e Denis Sartorato

Ivana Wonder e Giovanna Tardelli Rinaldi apresentaram Mad World. Foto: Samuel Garbuio
Ivana Wonder e Giovanna Tardelli Rinaldi apresentaram Mad World. Foto: Samuel Garbuio
Quinteto de metais formado por Ianca Almeida, Daliél Ebraim Dias, Amanda Silva, Gabriela Fernanda e Adriano Liberato. Foto: Samuel Garbuio
Quinteto de metais: Ianca Almeida, Daliél Ebraim Dias, Amanda Silva, Gabriela Fernanda e Adriano Liberato. Foto: Samuel Garbuio
Diego Alexandre em solo de dança. Foto: Samuel Garbuio
Diego Alexandre em solo de dança. Foto: Samuel Garbuio

Grupo ‘Trem Doido’ formado por Paulo Ohana, Eddy Andrade, Victor Polo e Fernando Junqueira.

Jun Hosatani, dançarino e coreógrafo em apresentação de dança-pop. Foto: Samuel Garbuio
Jun Hosatani, dançarino e coreógrafo em apresentação de dança-pop. Foto: Samuel Garbuio

O Digitais conversou com Jun, para saber mais sobre a proposta de sua performance.

Para a escolha dos convidados para as entrevistas, Hugo explica que a ideia foi buscar pessoas que estão nos pontos mais importantes dos segmentos da arte, cultura e cidadania LGBT. Uma das convidadas foi a irreverente drag queen Tchaka, apresentadora oficial da Parada LGBT de São Paulo em 2015, agente politizador LGBT e advogada. O Digitais conversou com ela para saber de que forma sua arte e seu dia-a-dia se mesclam.

Conversamos também com Amara Moira, doutoranda em Estudos Literários pelo IEL-UNICAMP. Ela falou um pouco sobre sua vivencia no universo LGBT.

Outra convidada ouvida pelo Digitais, foi Giowana Cambrone Araujo, presidente da Comissão de Direitos Homoafetivos Subseção OAB Leopoldina, advogada ativista e pesquisadora de direitos e políticas sexuais e culturais, entre outros títulos; Perguntamos a ela sobre os principais desafios hoje a respeito dos direitos da população LGBT.

O Digitais falou também com Sandro Ká, artista visual, designer gráfico, ativista social e especialista em Ética e Educação em Direitos Humanos, entre outros títulos.

O público-alvo do evento era jovens universitários, artistas que dialogam com a temática proposta, agentes sociais e socioculturais, professores universitários e funcionários. O Digitais conversou com a estudante de música da Unicamp, Suelen Turíbio Lopes, que estava na plateia, para saber a opinião dela sobre a proposta do evento.

O idealizador do projeto acredita que a arte pode contribuir para discussões como essa proposta pelo evento à medida que “tomar as temáticas da diversidade das identidades de gênero e das relações afetivo-sexuais sob o prisma das linguagens artísticas, é possibilitar que o processo de subjetivação desses conteúdos sejam potencializados para a diversidade e não para a normatização”.

O “Talk Show – Arte da Cidadania LGBT” foi apresentado por Carol Constantino, atriz e dançarina, graduanda pela Unicamp e por Jaqueline Ramirez (Diego Jiquilim), drag queen e doutoranda em Linguística pelo Instituto de Estudos da Linguagem, da Unicamp. Cerca de 160 expectadores acompanharam o evento que teve a duração de 120 minutos. E para quem perdeu e ficou interessado em conferir como foi: em breve as gravações dessa quinta-feira poderão ser assistidas na página Talk Show Arte da Cidadania LGBT, no Facebook, ou no canal Talk Show, no Youtube. Apoiaram o evento o Coletivo Cores e o Sindicato dos trabalhadores da Unicamp.

Eventos anteriores também podem ser acessados por meio dessas redes. Em agosto de 2014 o evento aconteceu em sua versão maior, intitulado “Talk Show Babadeiro”; e em duas versões “pocket”, realizadas na Moradia Estudantil da Unicamp, em setembro e outubro, com os respectivos nomes: “Helena, a vadia ambígua” e “Helena vadia”.

Editado por Carolina Neves

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