Encerra hoje a 5ª Semana do Audiovisual Campinas

Debate na 5ª Seda Campinas
Debate sobre o filme Caixa D’água – Ki-Lombo é Esse. Foto: Izabela Eid

Por Izabela Eid

A 5ª Semana no Audiovisual Campinas se encerra hoje, dia 26 de agosto de 2015, e teve início no dia 16. Os debates do evento foram feitos em diversos espaços públicos da cidade, como o Museu da Imagem e Som, Praça Rui Barbosa, Centro Pop, Praça da Catedral, Casa de Cultura Fazenda Roseira, Praça Bento Quirino e  Casa de Cultura Tainã. A Seda é por princípio um festival que circula produções audiovisuais independentes e alternativas, no intuito de gerar um circuito de cinema nacional que não seja o hegemônico mostrado pela grande mídia. Se trata de um evento comunitário, produzido com a colaboração de diversos coletivos que tratam questões da sociedade periférica em Campinas, como as comunidades negras, o funk, o rap, entre outros.

Em cada encontro é exibido uma produção audiovisual temática, e logo após é feito o debate sobre o filme. A Seda convida pessoas e coletivos envolvidos com a tema para que possa haver um aprofundamento do debate, além de trazerem apresentações de dança, teatro e sarais. Neste ano as campanhas temáticas foram: SEDA Louca, SEDA Preta, SEDA Rua, SEDA Gêneros, SEDA Multilinguagem, SEDA Mídia e Tecnologia, SEDA Memória, SEDA Práticas Culturais Periféricas, SEDA Juventude e SEDA Trabalho.

Segundo uma das organizadoras do evento, Ana Maria Furlan, uma das propostas da Seda é a reocupação dos espaços públicos da cidade, por esse motivo a programação é feita em casas de cultura e praças de Campinas. “A ideia é ocupar de outra maneira mesmo, mais reflexiva, com outras práticas e desconstruir a ideia de que ‘aqui não posso estar'”. Outro ponto é a acessibilidade, para que as pessoas que estão indo ao trabalho ou voltando para suas casas possam ter acesso ao evento e ao debate. Nas casas de cultura a midialivrista conta que vão pessoas que estão realmente interessadas no assunto que será tratado, que tem como foco debater aquilo. “Na abertura da Seda tivemos um debate sobre a violência contra a mulher e lotou a sala, já na parte da noite esse público foi embora e tivemos um debate sobre a ocupação do espaço público”.

Por o circuito ser independente, não há divulgação na grande mídia. Segundo Ana Maria Furlan, “Acaba acontecendo em um circuito mais marginal, a gente quer fortalecer uma outra narrativa que não é do meio hegemônico”. Ela admite que acabam perdendo um pouco com isso, já que poderiam ter mais público que também tem interesse nos temas tratados pela Seda, apesar da distribuição de folders que a organização do evento faz nos bairros e estabelecimentos. Um ponto no qual o evento pecou, segundo a estudante Taís Roldão, foi o horário, “O evento não foi muito organizado com o horário, eles marcaram um horário e começaram duas horas depois. Por conta disso não pude ficar até o final do debate”.

Editado por Débora Lopes

 

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