Ambulâncias da Santos Dumont não terão médicos

Por: Guilherme Sawaia

O motorista que utiliza a rodovia Santos Dumont (SP-75) terá que ter ainda mais cautela na hora de dirigir. A partir de setembro, a via não contará com médicos dentro dos veículos de resgate. A Colinas, concessionária que administra a rodovia – que faz a ligação entre Indaiatuba e Campinas -, vai manter um médico regulador que, após o aviso sobre o acidente, vai instruir um socorrista à realizar o atendimento adequado no local e encaminhar a vítima ao hospital.

A assessoria de imprensa da Colinas alegou que o atendimento vai manter a qualidade mesmo tendo apenas socorristas e que o contrato de concessão de uma rodovia não obriga a empresa a ter médicos nas ambulâncias de resgate.

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Santos Dumont (SP-75) liga Indaiatuba a Campinas. Foto: Portal RAC
Os usuários da Santos Dumont (SP-75) não aprovaram a medida tomada pela concessionária. Alessandro dos Santos Melo, que utiliza a rodovia diariamente para o transporte de universitários, considera a atitude arriscada. “Quem tem a perder é a população, pois acontecem muitos acidentes nessa via e, às vezes, a vítima precisa do atendimento na hora. ”

Gabriel Brejão, gerente de vendas de uma loja de piscina, ressaltou que a concessionária deve priorizar a segurança dos motoristas. “ A gente paga IPVA e pedágio para ter segurança na rodovia e sem médicos para realizarem o atendimento de urgência, a gente fica preocupado”.

Nos últimos 5 anos a Colinas atendeu, em média, 8.200 ocorrências de resgate com atendimento pré-hospitalar por ano, 683 por mês, 23 por dia.

Corredor Dom Pedro

Já no Corredor Dom Pedro, a Concessionária Rota das Bandeiras registrou, no primeiro semestre deste ano, seu melhor desempenho em número de acidentes desde 2009, quando assumiu a concessão. De janeiro a junho, foram 1.101 acidentes, com 426 feridos e 21 mortes.

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Resgate no Corredor Dom Pedro tem trabalhado menos. Foto: Guilherme Sawaia

Para o diretor-presidente da Rota das Bandeiras, Júlio Perdigão, esses são os principais números para a concessionária. “A queda consecutiva desses índices é o que norteia nossas ações desde o início”, diz. “Trabalhamos para que os números sejam ainda menores nos próximos semestres”, finaliza.

Editado por Débora Lopes

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