Metade dos brasileiros não usam cinto de segurança no banco de trás, aponta pesquisa do Ministério da Saúde

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Pesquisa aponta que metade dos brasileiros não usam cinto de segurança no banco de trás. (Foto: Marina Matos)

Por: Rosangene Santos

Os brasileiros ainda não têm o hábito de usar o cinto de segurança no banco de trás. Pesquisa do Ministério da Saúde, realizada em conjunto com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que apenas 50,2% da população afirmam sempre usar o cinto quando estão no banco traseiro de carro, van ou táxi, entanto a outra metade diz não usar. Apesar de colocar em risco a vida com essa atitude, muitos parecem não se importar. É o caso do publicitário Gustavo Blosfeld, 23, “Eu só uso mesmo no banco da frente, ou quando têm blitz, mas não gosto muito” revela. “Eu não gosto de usar também, eu não lembro de usar” diz auxiliar de obras, Cleiton Silva, 39.

Os entrevistados mostram mais consciência quando está no banco da frente, em que 79,4% das pessoas com 18 anos ou mais dizem sempre usar o item de segurança. Hábito que a dona de casa Rosangela Gonçales conhece bem “Eu só uso cinto quando vou no banco da frente” diz. Contudo, o cinto na parte traseira do veículo reduz mais o risco de morte, pois, em uma colisão, impede que o corpo dos passageiros seja projetado para frente, atingindo o motorista e o carona.

“Estudos mostram que o cinto de segurança no banco da frente reduz em 45% o risco de morte, e no banco de trás, em 75%. Isso demonstra que estamos falando de um importante instrumento para as ações de fiscalização de saúde. Temos que investir em ações educativas para mudar esse quadro”, destacou o ministro da Saúde, Arthur Chioro em nota. Os dados citados pelo ministro são do Estudo da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet).

Entretanto, muitos demonstram consciência das consequências que o não uso do cinto pode trazer. A estudante Giovanna Favaretto, 20 “Sempre tive consciência, e é um trauma também por que desde pequena o cinto já me salvou em uma freada de carro, então uso sempre” ressalta. “Sempre usei, uso até no fretado” concluí a estudante Marina Matos.

Durante o levantamento, foram coletadas informações sobre toda a família a partir de entrevistas com cerca de 205 mil indivíduos em domicílio, escolhidos por meio de sorteio entre os moradores da residência para responder ao questionário. Uma terceira fase da pesquisa trará informações resultadas dos exames de sangue, urina e aferição da pressão arterial dos brasileiros.

Editado por Isabella Pastore

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