Fórum na Unicamp debate uso da maconha no país

Por Guilherme Mazieiro

A Unicamp realiza nos dias 11 e 12 de junho o 1º Fórum “Visões Interdisciplinares da Maconha: Evidências, Valores e Fantasia” para discutir normas políticas públicas do uso medicinal e recreativo da maconha, liberação da venda, consequências do consumo abusivo, tráfico no país e os preconceitos que envolvem a erva.
O evento acontece no Centro de Convenções da universidade. As inscrições são gratuitas pelo portal http://www.gr.unicamp.br/penses/forum_visoes_interdisciplinares/. Pelo Facebook, cerca de 1,2 mil confirmaram presença.
Um dos idealizadores e organizadores do Fórum, Luís Fernando Tófoli, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, explica que a discussão será baseada em evidências de estudos científicos acerca dos riscos e benefícios do uso da maconha na sociedade.
“Um dos nossos objetivos é contextualizar as pesquisas de diversas áreas, para que elas tenham mais valor e ajudem a desconstruir as ilusões e mitos do tema para podermos pensar novos rumos da política sobre maconha”, afirmou.
As mesas propõem reflexões sobre as condições do uso médico da substância canabidiol (encontrada na planta e utilizada em tratamentos diversos sob autorização da Anvisa para fins terapêuticos), autocultivo, ativismo canábico, impacto na saúde pública e experiências de liberação do uso no mundo.

“A ideia de combate às drogas já se esgotou, vimos que não funciona. Os médicos devem entender as posições jurídicas, os juristas analisar o uso medicinal, as famílias pensarem sobre o plantio e outras visões”, esclareceu Tófoli.

A última mesa, às 17h do dia 12, apresenta a experiência do Uruguai, primeiro país a liberar o consumo, produção, distribuição e a venda de maconha no mundo.

Dados sobre consumo de maconha no Brasil e no mundo
Dados sobre consumo de maconha no Brasil e no mundo

O responsável será o ex-vice presidente do Instituto de Regulação e Controle da Cânabis do Uruguai, Pablo Cechi.
“Queremos pensar se o modelo uruguaio pode ser adotado. Ou a proposta da Holanda, ou do estado do Colorado (EUA). O debate precisa acontecer de forma séria para termos soluções efetivas. É um assunto recorrente no cotidiano e não há como nem porque fugir da questão”, concluiu Tófoli.

Editado por Mona Carolina

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