Restaurantes reinventam mercado gastronômico

Por Isabela Lino

Inovar tem sido quase que uma regra entre os novos empreendedores da área gastronômica no Brasil segundo um levantamento da GS&MD. Para muitos empresários o mercado que hoje movimenta 130 bilhões de reais ao ano não tem fórmula mágica e nem funciona mais de maneira simples. Abrir um restaurante não se resume mais a apenas vender comida e isto deve ser uma preocupação dos novos empreendedores que vão ingressar no mercado gastronômico atual.

A má gestão é um dos fatores que mais contribuí para o fechamento dos restaurantes no Brasil. Segundo os dados da ABRASEL (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), 67% dos restaurantes abertos no país fecham as portas em menos de dois anos. De 1000 novos empreendimentos abertos anualmente, 40% fecham no primeiro ano e outros 25% fecham no segundo ano. Um mercado está cada vez mais versátil e exige mudanças e adaptação constante precisa abandonar o modelo amador de gestão e começar a ver este nicho como empresas sérias.

Empreender em gastronomia para muitos sempre foi uma segunda alternativa quando se tem um dinheiro extra e para outros virou algo “descolado”, mas sejam quais forem os motivos para se investir nesta área é preciso conhecimento na área de gestão de alimentos e também de pessoas.

Segundo Valdenir da Silva Pontes, diretor do curso de administração da Puc-Campinas, para se colocar no mercado “você precisa fazer alguma coisa diferente, algo diferente. E como você percebe isso? Fazendo pesquisa de mercado”, afirma o diretor.

Para o especialista, três atitudes empreendedoras podem ajudar os novos empreendedores:

  1. Fazer uma pesquisa de mercado sentir se apelo comercial para aquilo que você está propondo.
  2.  Plano de negócios, serviços que o próprio país disponibiliza de cursos, palestras, eventos e workshops para o novo empreendedor aprender a gerenciar o negócio.
  3. Conversar com pessoas do ramo, pessoas positivas e empreendedores de sucesso que já passaram por dificuldades e podem ajudar e dar dicas sobre a área.

Novos empreendimentos em Campinas

Em Campinas novos negócios gastronômicos trazem consigo novos conceitos e mostram que inovar tem sido a melhor saída para se diferenciar e alcançar sucesso.  Ainda segundo a ABRASEL, as empresas do setor gastronômico não podem mais oferecer apenas alimentos, é essencial que elas ofereçam e traga a mesa o impensável e superem as expectativas dos clientes.

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De tantos restaurantes na cidade, selecionamos três lugares incríveis e com conceitos diferentes para mostrar que vender comida deve ser antes de tudo um negócio e isso exige novas formas de gestão e novas ideias. Porque como diz Mariane Sato, gastrônoma e professora da Universidade São Francisco: “Procure qual é o seu público e procure agradá-lo da melhor forma; e agradar da melhor forma não significa fazer comida boa, comida boa é obrigação.”

Sato, da Universidade São Francisco deixa claro que, a inovação não é uma regra para todos os empreendedores e acredita que esse risco da inovação deve acontecer com cuidado: “As pessoas gostam de comer, onde tem comida as pessoas se sentem muito mais a vontade […] então nada mais agradável do que juntar uma livraria com um café do lado, até mesmo fazer uma exposição de arte. É superinteressante você se inspirar naquele artista e montar um cardápio, mas não obrigatoriamente todo mundo tem que fazer isso”, observa a professora.

Em muitos casos pode ser que o empreendedor perca o foco e uma área ofusque a outra e sendo assim, o professor Valdenir Pontes ressalta: “É uma tendência forte é oferecer mais variedade de serviços dentro do restaurante. Outros serviços agregados de maneira para você capitalizar o cliente de maneira que você o mantém lá. Precisa tomar cuidado para você não desvirtuar do seu foco principal. […] É importante que o empreendedor não perca de vista o seu foco.”

É preciso dedicação e um esforço grande por parte do novo empreendedor. Para o professor o novo empreendedor deve se arriscar e essas novas ideias sobre os negócios gastronômicos, quando bem planejadas podem dar certo. O risco pode ser calculado anteriormente, e planos de negócios devem ser montados. O setor gastronômico deixou de ser um hobbie e passa hoje a ser levado mais a sério por isto é preciso fazer com que o prazer seja negócio também. E para Pontes a lição é clara: “O empreendedor é aquele que realiza os sonhos dele e dos outros. É aquele que sonha, inova, cria e realiza.”

Editado por Isabella Pastore

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