Psicóloga ressalta a importância social dos sebos especializados de Campinas

Por Isabela Lino

A cidade de Campinas conta com alguns sebos especializados, como o Sebo Casarão, e o Top Gibi, ambos localizados no centro.

A psicóloga Claudia Amaral, especializada em comportamento social, explica a importância social de se ter sebos especializados “É muito bom uma comunidade ter um tipo de serviço tão especifico para determinadas tribos. Isso faz com que as pessoas dessas tribos tenham o sentimento do que costumamos chamar de sentimento de pertencimento. O indivíduo se sente mais parte da sociedade”.

Localizado na rua Sacramento, o Sebo Casarão é referência em restauração de discos de vinis e livros. O Sebo já existe há mais de dez anos.

Seu Gilberto Vieira, 70, já aposentado, tem dedicado anos de sua vida a restaurar essas “preciosidades”, que são a verdadeira paixão dele. O dono do sebo, também possui mais dois sebos localizados no Shopping Campinas e no Shopping D. Pedro.

O aposentado tem o maior cuidado com os produtos que vão a venda “Nós fazemos de tudo para restaurar os ítens. Os discos passam por uma verificação e se estiverem riscados nós tentamos restaurá-los. Se o cliente quiser o disco mesmo com a condição de estar riscado, no caso, muita gente gosta de comprar para enfeite, ele é informado no momento da compra.”

Mesmo com o diferencial do sebo, Vieira afirma que isso não encarece o produto. O que encarece o produto é o tipo de venda e a especificidade do produto. Ele conta que já chegou a vender um disco por R$ 4 mil reais “por ser um disco raro, com poucos exemplares no Brasil”.

Já Maurício Motta é dono de um sebo especializados em Gibi. Fã de quadrinhos desde criança, ele conta que sua coleção já está batendo na casa dos 20 mil.

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Fachada Top Gibi (Foto: Isabela Lino)

Sempre participou de fóruns e clubes de quadrinhos e acabava sempre com alguma coisa ou outra repetida em sua coleção. Por conta disso, começou a realizar feiras de antiguidades por conta própria. Para a sua feirinha, ele escolheu o nome de “Top Gibi”, que hoje leva o nome do sebo.

Antes de se tornar  dono do sebo, Motta trabalhou 5 anos como ajudante do antigo proprietário. E foi exatamente o gibi que o levou para o “mundo” dos sebos. O antigo dono precisava de ajuda para organizar alguns gibis. Ficou determinado que ele ajudaria no sebo e seria pago em gibis.

“Comprou um lote gigantesco de gibi, nem eu sabia que eram tantos gibis assim. E aí de sábado eu vinha, trazia algumas caixas de gibi e eu ia organizando para ele e depois eu vim trabalhar definitivamente pra ele.”

A negociação com quem deseja vender o gibi funciona da seguinte forma: a pessoa leva o gibi para avaliação. Alguns critérios são levados em conta como estado de conservação, o ano em que foi produzido e se existe procura. Depois é o valor.  A negociação não envolve dinheiro “a pessoa pode trocar por qualquer mercadoria que esteja dentro do valor em que o produto foi avaliado”, explica o proprietário do sebo.

Prateleira de Gibis. Foto: Isabela Lino
Prateleira de Gibis. (Foto: Isabela Lino)

Entre os gibis mais raros do sebo, encontram-se o do Capitão América de 45, Flash Gordon, Buck Jones e Tarzan, que ainda não foram colocados a venda na loja.

“Para evitar o manuseio porque eu não tenho um local fechado, uma vitrine para expor esses produtos sem que a pessoa não fiquem mexendo o tempo todo eu coloco os raros em uma sala separada. O manuseio pode acabar danificando o produto, pois  normalmente esses gibis são feitos com um papel um pouco mais quebradiço, são mais frágeis. Se a pessoa ficar manuseando, quando chegar alguém que realmente quer comprar, o produto já está em um estado de conservação ruim”, esclarece.

Editado por Bárbara Pianca

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