“Prima da dengue”, zika vírus chega ao estado de SP

Por Marcel Kassab

A Secretaria estadual de saúde confirmou na última sexta-feira o primeiro caso de zika vírus no estado de São Paulo.  Apelidada de “prima da dengue” por ter sintomas semelhantes e também ser transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a doença foi diagnosticada no dia 10 de março em um homem de 52 anos, morador de Sumaré.

Segundo informações do órgão estadual, o paciente não viajou nas duas semanas anteriores à constatação dos médicos. Como o período de incubação (tempo entre a picada do mosquito e o inicio dos sintomas) do vírus é de quatro dias, isso indica que o homem contraiu a doença em Sumaré. O homem, que não teve a identidade confirmada, foi atendido na rede municipal de Sumaré e teve a doença confirmada pelo Instituto Adolfo Lutz.

Posto de saúde de Barão Geraldo: região lidera números de casos (foto: Marcel Kassab)
Posto de saúde de Barão Geraldo: região lidera números de casos (foto: Marcel Kassab)

Apesar de ter alguns sintomas parecidos, o zika vírus é uma doença que não exige tantos cuidados quando comparada à dengue. “É uma doença um pouco menos nociva do que a dengue.  A febre é mais baixa, o paciente tem menos náuseas.  Mas que também precisa de cuidados”, afirmou a infectologista Maria Carvalho.”Como as doenças são parecidas e têm sintomas semelhantes, o indicado é iniciar o tratamento como se fosse dengue e se hidratar constantemente’’, completa.

De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde, Sumaré ocupa a quarta posição no ranking de cidades do estado, com 8.123 casos em 2015. Em Campinas, a região norte lidera. Em Barão Geraldo, por exemplo, são 1.657 casos por grupo de 100 mil habitantes, segundo dados da Secretaria de Saúde.

HISTÓRICO

O zika vírus foi isolado pela primeira vez em 1947, a partir de amostras em macacos Rhesus na floresta Zika, na Uganda. No Brasil, o governo estima a existência de pouco mais de 1500 casos.

Para alertar sobre o zika vírus, o Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) elaborou na última semana um informe sobre a doença e o distribuiu em hospitais e postos de saúde.

Editado por Ricardo Magatti

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