Doceria aposta em criatividade e inovação para superar a retração do consumo no interior de São Paulo

Por Carolina Barboza

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“A janela da namoradeira”, doceria criativa, está localizada em Amparo, interior de SP (Foto: Carolina Barboza)

Lançar produtos temporários, buscar novas estratégias e ouvir os clientes são métodos utilizados pela empreendedora Iara Battoni, proprietária da doceria “A janela da namoradeira”. Em tempos de retração no consumo, a criatividade se tornou aliada. “Penso que inovar – e, principalmente, com baixo custo – é uma boa estratégia para cativar novos clientes e atrair os que já frequentam”, explica Iara.
Apesar da oscilação nas vendas durante os últimos meses, a proprietária ampliou o leque de serviços da área em que atua, desenvolvendo cursos sobre técnicas de confeitaria em Amparo, no interior de São Paulo. Assim, Iara atrai não só o consumidor final, mas também o público interessado na produção dos doces vendidos em seu negócio.

Para a diretora do Brechó “Toca da Cathy”, Cathy Henry, a instalação, música e decoração de um ambiente contribuem para abrir o apetite. “É o marketing multi sensorial”, afirma. A empresária aposta nesse tipo de consumo que envolve todos os sentidos; o que, para ela, faz a diferença.

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(Arte: Carolina Barboza)

O encarecimento na conta de luz para a indústria e os preços elevados de alimentos resultaram no repasse de custos de bares e restaurantes. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) referente a maio apresentou avanço de 1,05% em Alimentação e Bebidas. Este setor foi o segundo mais elevado no mês, ficando atrás apenas do grupo Saúde e Cuidados Pessoais (1,79%).

Segundo cálculos divulgados pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em fevereiro deste ano, o custo de vida no município de São Paulo aumentou 1,40% em relação a janeiro. O relatório apontou que o grupo Alimentação variou 0,88% devido às altas nos três subgrupos: alimentação fora do domicílio subiu 1,36%, enquanto os alimentos in natura e semielaborados, 1,02%, e os produtos da indústria alimentícia, 0,36%.
Apesar da retração no consumo, a empreendedora Iara mantém o otimismo ao pensar em novas estratégias. “Iniciamos uma divulgação maior em encomendas para festas, principalmente aniversário infantil, e também estamos participando de eventos em outras cidades. Isso fortalece a marca e está sempre em evidência”, resume.

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Editado por Isabella Pastore

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