Lançamento de “Espanto” em Campinas contou com música e exposição de fotos

Por Marília Gabriela Simão

Na noite de ontem, 20, foi lançado o livro “Espanto”, de Pedro Spigolon. O livro é o primeiro da coleção “Galo Branco” da Editora Medita. A coletânea foi viabilizada pelo Governo do Estado de São Paulo, por meio do Programa de Ação Cultural do Governo do Estado de São Paulo (Proac). O livro possui cerca de 30 poemas, divididos em 3 partes, cuja temática está associada às inquietações, sensações e experiências do autor durante a vida. Além disso, fotografias foram produzidas por Pedro Spagnol especialmente para a obra.

O evento, realizado na sede da Editora Medita em Barão Geraldo, contou com cerca de 80 pessoas, que puderam comprar os livros e bater um papo com o autor. Além disso, houve apresentações de músicos e uma ação poética, promovida por Pedro e Diogo, autor do posfácio do livro.

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Pedro autografou todos os livros vendidos (Foto: Marília Gabriela Simão)
Pedro autografou todos os livros vendidos (Foto: Marília Gabriela Simão)
Em entrevista ao Digitais, Pedro contou que a maioria dos poemas já estava escrita há um tempo e, com a proposta do lançamento do livro, ele escreveu o restante. “Comecei a escrever de verdade aos 15 anos, mas escrevi a maioria dos poemas entre 2013 e 2014, durante a faculdade. Depois vieram os outros”. Algumas de suas poesias já haviam sido publicadas na revista literária euOnça, da Editora Medita.

Spigolon explica que o espanto que dá nome à obra é o momento de vislumbre que temos frente às pequenas coisas da vida. Para ele, o livro é uma coletânea das experiências próprias de espanto, de se colocar no lugar das outras coisas, viver como se fosse outro. “É como se contasse como é a experiência de ser esse outro a partir do momento de vislumbre. É uma maneira de olhar o mundo. Um tipo de olhar que não se contenta com o hábito, não se contenta com a miséria do que se é vivido cotidianamente”, revela o poeta.

A exemplo, Pedro cita uma de suas poesias chamada A Queimada, que começa com essas palavras: “Tentei avisar da queimada/ mas é sempre tarde/ quando o vento esculpe/ cinzas em nossa língua./”. “Um dia estava tendo uma queimada do lado da minha casa. A fumaça que entrava pela janela do meu quarto era insuportável. Saí, fui andar de bicicleta e quando voltei percebi que a situação havia me despertado os sentimentos que vivia naquele momento. E aí, escrevi esse poema”, conta.

Ele ainda acrescenta que, para ele, existem dois momentos distintos para que as poesias nasçam. “A poesia tem uma relação muito próxima com a vida. Existem os dois momentos: o que você coleta as emoções e depois você transborda e externa. A vida vai te enchendo de uma forma que chega um momento em que você se esgota, transborda e o resultado disso são os poemas”, diz.

Pedro Spigolon tem 23 anos e é natural de Araras, interior de São Paulo. Formado em Ciências Sociais pela Unicamp, hoje trabalha como professor de Sociologia em sua cidade natal.

Quem ficou interessado e quiser adquirir o livro, basta acessar o site da Editora Medita ou entrar em contato com Pedro, através do e-mail pedrospigolon@gmail.com.

Editado por Ricardo Magatti

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