Estudo afirma detectar 86% de câncer de ovário precocemente

Por Raíssa Bazzo

O câncer de ovário é o tumor ginecológico mais difícil de ser diagnosticado e o de menor chance de cura. Cerca de 3/4 dos cânceres desse órgão apresentam-se em estágio avançado no momento do diagnóstico. Contudo, um estudo britânico descobriu uma possível forma de detectar o câncer de ovário precocemente. No Brasil, estimam-se 5.680 casos novos de câncer, em 2014, sendo o número de mortes 3.027 de 2011 até o momento.

Sem considerar os tumores de pele não melanoma, o câncer do ovário é o quinto mais incidente na região Centro-Oeste. Nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste, é o sétimo. Já na região Norte, é o oitavo mais freqüente e, mesmo em países de alto risco para o desenvolvimento do câncer de ovário, as taxas de incidência permanecem estáveis. Veja como a doença se distribui no infográfico abaixo:

Dados estatísticos sobre o câncer de ovário. (Infográfico: Raíssa Bazzo)
Dados estatísticos sobre o câncer de ovário. (Infográfico: Raíssa Bazzo)

Os fatores de risco mais importantes para o desenvolvimento do câncer de ovário é a história familiar de câncer de mama ou ovariano e a síndrome de Lynch (câncer de cólon hereditário não polipoide).

Infelizmente, a prevenção desse tipo de neoplasia é limitada pelo pouco conhecimento de suas causas, além da falta de disponibilidade de técnicas para o diagnóstico precoce. Entretanto, segundo o estudo, isso pode ser mudado.

A médica oncologista Dra. Graziela Molin refuta o estudo dizendo que não há exame para detecção precoce do câncer de ovário, diferentemente de outros tipos de câncer como o de mama ou de próstata, que fazem uso de mamografia e exame de sangue de PSA, respectivamente. Segundo ela, é por esse motivo que o câncer de ovário é normalmente detectado em estágios mais avançados.

“Este estudo faz uma interpretação da dosagem dos níveis de CA 125, com a tentativa de predizer o risco individual do paciente, ao invés de utilizar um ponto de corte de CA125 para iniciar a investigação de neoplasia. Contudo, este método precisa ser validado e ainda não pode fazer parte da prática clínica.” afirma a médica. Ou seja, o estudo pode, sim, estar certo, porém, como ainda não fora validado, não pode ter uso clínico. A Dra. ainda afirma: “Os níveis altos de CA125 podem causar suspeição clínica de câncer de ovário, mas não fazem o diagnóstico. O diagnóstico só é feito por biópsia.”

O CA125 é utilizado na suspeição clínica de câncer como também no seguimento do tratamento das pacientes com câncer de ovário, que é baseado em quimioterapia e cirurgia.

Editado por Ananda Porto

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s