App de caronas pagas enfrenta problemas judiciais no Brasil

Por Jaqueline Zanovelli

As caronas são tradicionalmente um jeito mais fácil e barato de chegar ao destino desejado, e têm crescido entre os brasileiros. Em plena era digital, o ato ganhou novas ferramentas: o aplicativo Uber, que une quem procura e quem oferece essa ajudinha, mas tem enfrentado problemas judiciais no Brasil.

A primeira cidade a receber o aplicativo foi o Rio de Janeiro, em maio de 2014, e hoje participam desse grupo São Paulo, Belo Horizonte e Brasília. Na capital paulista, o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores nas Empresas de Táxi entrou com uma ação contra o Uber, alegando que o aplicativo realiza o trabalho dos taxistas e por isso deveria estar sujeito à regulamentação. Em abril de 2015 o juiz da 12ª vara Cível de SP determinou a interrupção das operações do Uber no Brasil, mas em maio a decisão foi revogada.

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Aplicativo é gratuito e está disponível para Android, iOS e Windows Phone (Foto: Jaqueline Zanoveli)

Apesar de ainda não ter os serviços do Uber, Campinas foi representada nos protestos contra o aplicativo pelo Sindicatos dos Taxistas de Campinas. Para o presidente da instituição, Jorge Pansani, o Uber pode ser prejudicial aos passageiros. “Os carros não são vistoriados, diferente dos táxis, que são cadastrados pela Prefeitura e vistoriados a cada seis meses”. A cidade tem ainda outros aplicativos de caronas, como o Ponga, para universitários.

O presidente reforça que o cadastro dos táxis nos órgãos públicos é uma garantia para quem utiliza o serviço. “A gente tem um aplicativo, o Copercamp Online, em que o passageiro pode ver o cadastro de todos os motoristas e pode reclamar em casos de problema ou atraso. No Uber você não tem isso. Ele [o Uber] envergonha a classe’, finaliza.

Para o usuário Henrique Fucuhara, que já utilizou o serviço na capital paulista, o aplicativo cumpre bem a proposta. “É como um táxi executivo, você paga um pouco mais caro, mas é confortável, e você não precisa se preocupar se vai ter o dinheiro trocado ou não.” Além disso, Henrique não acredita que o fato do os motoristas não serem regulamentados prejudique o serviço. “Eu já tive problemas com taxistas que atenderam mal ou cobraram um preço absurdo, então isso não é garantia de nada”.

Em entrevista a um portal de tecnologia, a diretora de comunicação do Uber na América Latina afirmou que em cidades onde o aplicativo está presenta há mais tempo, como Paris e na Cidade do México (que tem mais de 300 mil usuários), os dados de utilização da plataforma mostraram que os veículos costumam levar os passageiros até locais mais distantes e periféricos, funcionando como um sistema complementar ao transporte público.

Funcionamento

Veja o passo a passo do funcionamento do Uber.

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Aplicativo Uber está disponível em 58 países e em 4 cidades brasileiras (Arte: Jaqueline Zanoveli)

 

Preço

No Rio de Janeiro, segundo o site do aplicativo, a tarifa mínima é de R$10, com tarifa base de R$ 5, tarifa adicional de R$ 0,30 por minuto e R$ 2,20 por quilômetro.

Já a bandeirada do táxi convencional, segundo dados da Secretaria Municipal de Transportes, era de R$ 5,20, com tarifas adicionais de R$ 2,05  por quilômetro e R$ 25,83 por hora de espera na bandeira.

Editado por Ricardo Magatti

1 comentário

  1. Eu tenho o aplicativo e já utilizei, não vejo nenhum problema assim como o Henrique Fucuhara da entrevista falou, são carros executivos que cobram preços justos. No aeroporto cheguei a pagar mais barato que um taxi que tinha por lá. Fora que tem a facilidade de pagamento. Bjss

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